terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nem toda lágrima pede lenço



Certas lágrimas merecem a dignidade de percorrer uma face.

Algumas dores merecem ser vividas por inteiro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

" O tempo não existe"

Mas ele















importa
















implica
















"iengana"

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O FÓSFORO E A VELA

Já ouvi dizer que para morrer, basta estar vivo. Já ouvi dizer que a vida é como a chama de uma vela...


O FÓSFORO E A VELA

Certo dia o fósforo disse para a vela:

- Minha missão é te acender.

- Ah, não, disse a vela. Tu não vês que se me acendes meus dias estarão contados. Não faz uma maldade dessa não.

- Então queres permanecer toda a tua vida assim dura, fria, sem nunca ter brilhado, perguntou o fósforo.

- Mas ter que me queimar. Isso dói. Consome as minhas forças, murmurou a vela.

- Tens toda razão, respondeu o fósforo, esse é precisamente o mistério de tua vida. Tu e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, como fósforo, posso fazer é muito pouco. Mas se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Tu és vela. Tua missão é brilhar. Toda tua dor, tua energia se transformará em luz e calor.

Ouvindo isso a vela olhou para o fósforo que já se estava apagando e disse:

- Por favor, acende-me.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Histórias e mais histórias... SEPARAÇÕES de Domingos Oliveira por Ana Carolina Arantes FLIP 2009/Paraty

Bem amigos do Blog; "nada como um ponto de vista após o outro". Aqui vai uma jóia de expressão sobre o tema. Aqui vai uma fotografia em letras sobre a ou as Separações. Aqui vai uma vivência que quando vivida deixa marcas em qualquer um.




Cenas de um casamento - Blog da FLIP


Julho 21, 2009 por Ana Carolina Arantes

Após inúmeros pedidos do público, postamos abaixo o texto Separações, escrito por Domingos Oliveira para sua apresentação na FLIP e cedido por ele para figurar neste blog(Da Ana Carolina). Divirtam-se, leitores, com os percalços de Domingos em seus sucessivos enlaces matrimoniais:
“Separações
Há pessoas que sofrem com separações, outras, muito mais raras, se alegram com isso. Realmente uma separação é sempre um alívio. E alguns logo encontram a “solidão magnífica”, conforme chamou Freud. Mas não sou esse tipo de pessoa e, para os homens comuns, separação dói muito. O assunto não me é estranho porque já fiz um filme sobre ele e também porque tive cinco casamentos e cinco separações. No entanto não tenho nada a dizer sobre o assunto. Há coisas assim, quanto mais se vive ou mais se pensa, mas obscuras ficam. Na primeira separação, tinha uns vinte e poucos anos. O nome dela era Eliana. Me desarticulei tanto que não podia sair na rua, achando que os edifícios cairiam sobre mim. Lembro também que foi nessa época que descobri a psicanálise e logo depois o álcool. Na boemia, no tempo sem tempo da boemia, procurava aflitamente o Amor. Quebrei minha mão dando um soco na parede e fui à sessão de psicanálise tocar uma flauta de plástico que alguém me deu, com a mão engessada. Quero dizer que sofri muito. Na minha segunda separação sofri muito. Tinha três namoradas ao mesmo tempo, e brochava com as três. O nome dela era Leila. Em vez de tocar a flauta, fiz um filme, “Todas as Mulheres do Mundo”. Ninguém duvide disso: períodos de separação são em geral altamente produtivos. Minha terceira separação, Nazareth, eu tinha quarenta e poucos, sofri muito e não teve graça nenhuma. Eu estava sem dinheiro e vivia minha vida nos corredores dos bancos adiando promissórias, parcelando dívidas, movido por anfetaminas. Naquela época eram vendidas como remédio para emagrecer. Meu quarto casamento, Lenita, durou dez anos e tive uma filha. Maria Mariana. Na quarta separação tinha quase cinqüenta, tive poucas namoradas, poucas porém boas. Até que há vinte e oito anos, casei com Priscilla, adorável criatura que me acompanha até hoje. E lá pelo oitavo ou décimo ano de casamento, passamos um ano separados. Se eu tinha desarticulado na primeira, nessa ultima desagreguei, quero dizer, sofri muito. Mas sempre produtivamente. Essa experiência resultou num filme, “Separações”. Se eu cito esses dados biográficos nesta palestra, é apenas para tentar perceber o que há de comum entre essas cinco malditas porém necessárias passagens. Na verdade quase pode ser dito que todo homem solteiro quer casar assim como todo casado quer ficar solteiro. Não conheço nenhum casal decente que não nutra um sólido desejo de separação. Faz parte de um bom casamento, creio. Afinal, o amor tira a liberdade, sem dúvida. O que é inadmissível. E a solidão muita vezes é desagradabilíssima e vazia. Enfim, assim vamos todos, amando e desamando, carneirinhos a espera do corte. A pergunta que faço hoje em dia a respeito do assunto é sobre a possibilidade de amar, casar e separar sem sofrer. Muito me perguntei sobre o mistério da dor do amor. Para tentar entender a dor do amor existem três indagações sobre o amor, ele mesmo. Primeiro. Porque o amor (a paixão) acaba? Infinita enquanto dura, mas não dura. É por esquecimento de si mesmo? Porque, sendo explosão, com tempo se atenua? Porque, tendo dado ao amante sua chance de eternizar-se, não tem mais nada a fazer ali? A segunda indagação vai mais direto ao ponto: Porque dói tanto quando o amor acaba? Porque é tão triste? Porque é inaceitável? Nenhum raciocínio ou vivência autorizou a crença de sua perenidade? Porque afinal nos dilaceramos? Ah, a dor do amor. É mais que uma angústia. É uma febre, uma desidratação. Poucas coisas são tão tristes quanto o fim de um grande amor. Talvez nem o fim da vida seja tão triste. E o que dói? Onde dói? Dói por não ser mais o que era. Dói por tudo que poderia ser, se ainda fosse, mas não será jamais. Dói a perda da paixão, única moeda cósmica que temos a nossa disposição. Porém, acalmemos. Deve haver um motivo objetivo para tanta dor. Examinemos metodicamente uma a uma as perdas. O que se perde quando é perdido um amor? Talvez a moeda cósmica? Não, não deve ser isso. Todos os homens sofrem separações e nem todos se importam com o cosmos. A perda do objeto sexual? Também não deve ser isso. Há muitas Marias para cada João. Qualquer coisa ligada a ciúme de terceiros? Mas há separações que não envolvem terceiros, nem por isso deixam de ser sofridas. Tão pouco são razoáveis as explicações psicológicas, quebra da fantasia, falência de um investimento sentimental ou qualquer coisa desse tipo. Mas também não é isso. Homens maduros, estudiosos, que certamente ultrapassaram esse tipo de acontecimento psicológico também sofrem como cães envenenados. Aprofundemos essa espiral. Talvez o horror da solidão quando convivemos muito com a pessoa amada, perdemos totalmente a noção de como somos sós no mundo. Nossa íntima alegria ou dor é compartilhada, ganhamos um ouvinte interessado e perder isso, convenhamos, é perder muito. Talvez o medo da liberdade, citando Dostoievski, meu caro companheiro desde a adolescência, “Não há nada que o homem deseje mais do que a liberdade, nem nada que lhe seja tão doloroso”. Na terceira indagação sobre o amor pergunto se ele é necessário. Na pesquisa da verdade todas as hipóteses devem ser levantadas, mesmo as deselegantes. Existirá mesmo um grande homem só? Não será um homem um animal ou dois? Como intuía os antigos gregos, um ser cuja biológica natureza verdadeira é ser parte de uma unidade maior, chamada casal. Se a função da hipótese é responder paradoxos, esta é a meritosa, posto que pelo menos explica a dor do amor. Dói porque falta uma parte, tanto quanto doeria se nos arrancassem um braço ou um olho. Quando escrevi o roteiro do filme “Separações” eu tinha farto material a respeito. Tanto retirado da minha vivência quanto daquela dos amigos, mas não conseguia fechar a história. Somente pude fazê-lo quando lembrei da Kubler Roth(Elisabeth Kübler-Ross ) e de suas fases pelas quais obrigatoriamente passa um doente terminal. Quando reparei que elas podiam coincidir com as fases do meu herói ridículo num período de separação, o roteiro ficou resolvido. Somente é possível comparar a separação de dois amantes com a morte de um homem. No filme minha ordem é: a Negação (“Não! Não pode ser! É mentira, ela vai voltar. Foi uma briguinha à tôa.”), a Negociação (“Se ela voltar para mim eu paro de fumar, subo os degraus da Penha, nunca mais vou ser galinha”), a Revolta (“Quero te matar, sua puta!”) e a Aceitação, que é quando se arranja outra namorada. Ou então a mulher volta. Observe que tomei certas liberdades com a Kubler Roth. Inverto a ordem, que é: a Negação, a Revolta, a Negociação, a Depressão e a Aceitação. E dou por subentendida a fase da depressão. Bem, espero que quem não viu possa ver o filme. É muito engraçado ver aquele homem arrastando-se pelo chão, pagando todos os micos possíveis para recuperar a mulher amada. Hoje tenho 72 anos, continuo querendo me separar da Priscilla, e ela de mim naturalmente, posto que somos normais e tenho a impressão que poderíamos fazer isso alegremente sem nenhum ciúme e nenhuma dor. Tenho essa exata impressão e com a mesma convicção que não acredito absolutamente nela. Morro de medo de me separar da Priscilla. Creio, concluindo, que é uma questão genética. Há homens que nasceram para viver sozinhos, e certamente não sou um deles. A verdadeira arte de viver talvez seja tentar ser aquilo que você é. O que evidentemente é muito difícil. Me aguardem no meu próximo filme, é uma espécie de continuação de Separações. Acompanhando o casal, até digamos assim, o fim. Titulo: ‘Inseparáveis’.”

FONTE: http://www.flip.org.br/blog_2009.php e antes, de um email.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Segredo





Aqui, de onde olho, não vejo como você



Aqui, de onde ouço, não ouço como você



Aqui, de onde sinto, não sinto como você






E não é qualquer um que sabe disso...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

CÂNCER - O calvário de Ryke Geerd Hamer

O calvário de Ryke Geerd Hamer

HAMER E A “LEI FERREA DO CANCER”
Ryke Geerd Hamer é um médico alemão o qual, depois de uma experiência traumática (seu filho morreu por consequência de uma ferida provocada por um disparo, ao quanto parece acidental, durante suas férias na ilha do cavalo; a historia e a consequente causa legal contra quem fez o disparo tiveram grande destaque na imprensa, alguns anos atrás) se adoeceu de cancer. Como bom médico procurou, com a intuição de um detective, para entender a causa da sua doença, que obviamente tinha alguma coisa a ver com a triste e oprimente experiência vivida. Hamer chegou desta forma à assim chamada lei férrea do cancer (descrita mais detalhadamente no artigo a seguir), segundo a qual todas as doenças que conhecemos sob o nome de cancer são reagrupáveis e sobretudo são reconduzíveis por experiências definidas por Hamer “experiências choque de conflito”.Estas são experiências às quais não conseguimos fazer frente no plano mental. São fortes e oprimentes e contém um conflito (com si mesmo ou com outros) que não é acessível por uma resolução imediata.O conflito, sempre segundo quanto Hamer documentou com milhares de TAC, “acende” uma fogueira no cérebro da pessoa, a qual a sua vez inicia um “programa de sobrevivência” no curso do qual vemos espontar um tumor, nos apresenta uma leucemia ou ainda, começa um processo de decrescimento como no caso da osteólise (cancer dos óssos).Com a gradual resolução do conflito, o crescimento desaparece (vem reabsorvida), os parâmetros do sangue se normalizarão e o osso “comido” se cicatriza.Claramente uma descoberta deste gênere não é por nada agradável à farmamedicina de hoje, que tira enormes proveitos da pesquisa – pontualmente sem exito – da causa do cancer e dos tratamentos muito custosos com o uso de quimioterapia, bisturi e radiações.De facto, ao invés de aceitar o desafio de Hamer para iniciar uma experimentação para verificar o quanto era afirmado por ele, a ordem dos médicos alemãos tolheram sua habilitação profissional, e pensaram ainda de proibir toda a actividade curativa de Hamer.Um caso gravíssimo e trágico quanto aquele de Ketha (uma menina de Brescia – Itália – que queria seguir a cura de Di Bella) e aquele da pequena Olivia de Vienna, arrancada com o uso da força policial dos seus genitores para ser submetida aos tratamentos farmamedicinais, e que sob os quais morreu. Hamer que havia aconselhado aos pais da menina para agirem diversamente, foi para a cadeia.Outro caso, do qual damos noticia, é “o caso” contra o mesmo Hamer na França, onde a sua terapia não foi considerada idônea pelo tribunal judiciário, diante de mais de trinta pacientes que houveram exito, e que relataram as suas testemunhas durante o processo.


AS CINCO LEIS BIOLÓGICAS E A DOENÇA
As cinco leis biológicas sobre as quais se fundamenta a nova medicina nos mostram os critérios segundo os quais toda doença se gera e se desenvolve contemporaneamente em três níveis: psiquico, cerebral e orgânico.Hamer lhes define leis enquanto verificáveis sempre, em cada paciente que se pega por acaso e em qualquer lugar, afirmando que se elas não encontrassem confirmação ainda que só em dois pacientes em cem, seria da descartar (“clausula que a medicina oficial nunca chama à baila”)
1ª Lei (lei férrea do cancer)Todo cancer, ou doença oncoequivalente, é gerada por um choque extremamente agudo, inesperado, dramático e vivido no isolamento. Não conflitos normais, como aqueles que todos nós temos, mas conflitos inesperados, traumaticos, que não nos deixam o tempo de reagir, aqueles que Hamer chama conflitos biológicos. Ele se verifica contemporâneamente nos três níveis: psiquico, cerebral e orgânico. No instante do choque, isso é, contemporâneamente se localiza no estado psicoemotivo da pessoa, no cérebro(fogueira de Hamer visivel com uma TAC) e no órgão. Até o decurso da doença é síncrono. Se pode seguí-lo contemporanemente nos três níveis supracitados.Para compreender esta sincronia coloquem suas mãos juntas como quando se reza. Depois fechem uma das duas em punho. Esta representa o cérebro, e a outra o corpo. Imaginem agora as duas mãos como se olhassem no espelho, quando se verifica o choque aquilo que acontece em uma acontece também na outra.
1 – as mudanças que se verificam durante a doença acontecem conteporâneamente em três níveis:
2 – conhecendo bem um dos três, será possível determinar exactamente os outros dois, isso significa que no cérebro, através da leitura de um TAC, encontramos seja o fotograma que a filmagem da evolução da doença (um modo de interpretá-la, o método de Hamer, nos faz recordar outros, entre os quais a reflexologia, a iridologia, a auricoloterapia, a massagem local com as mãos e tantos outros, tantos quanto são os microcosmos de um organismo vivente, se é verdade que na mais pequena célula se pode, ou se poderá, ler a história do inteiro macrocosmo que a compreende)
2ª Lei (decurso bifásico das doenças, a condições de chegar à solução do conflito)O choque interrompe o ritmo normal do alternar-se dia/noite (normotonia). Após o choque existe um período de conflito, de stress, em que o tumor é activo (mas frequentemente não se percebe) se dorme pouco e mal, não se tem fome, não se transpira, se urina pouco, se perde peso, pés e mãos são frios (simpaticotonia). Quando para uma razão qualquer, o conflito acaba, segue a fase de reparação chamada ainda de relaxamento, em que se dorme tantíssimo, se transpira muito, se urina muito, se alimenta bem, se readquire peso e se tem pés e mãos quentes (vagotonia) é a este ponto que se percebe a “doença”. No meio desta última fase a vagotonia é interrompida pela chamada crise epileptiforme (infarto, embolia pulmonar e icterícia) que representa a “virada do timão” em direcção à normalidade. Deste momento se a crise epileptiforme vem superada positivamente, o organismo inicia lentamente a retornar ao ritmo normal (normotonia).
3ª Lei (sistema ontogenético dos tumores e das doenças oncoequivalentes)O cancer (e a doença) são uma resposta biológica a uma órdem sensata da natureza. De acordo do tipo de choque sofrido vem interessadas partes do cérebro e relativos órgãos. Cada conflito há um seu preciso conteúdo, que se define no instante do choque. A diversidade deste conteúdo é aquela que determina o acrescimento dos tecidos ou a chaga, a úlcera. Cada órgão é coligado a um bem preciso “relé” no cérebro, no instante do choque este relé se activa e a doença se manifesta conteporâneamente a nível psiquico, cerebral e organico. Na fase activa do conflito (simpaticotonia), o cérebro recente produz necrose ou a úlcera nos tecidos, enquanto o cerebro antigo produz tumores compactos com a proliferação celular. Ao invés, na fase de solução do conflito (vagotonia) sucede o contrátrio, o cérebro recente enche as necroses e as úlceras com o uso de vírus, bactérias, inchaços e produção de cistos) enquanto o cérebro antigo reduz os tumores por necroses (com o uso de fungos e microbactérias).
4ª Lei (sistema dos micróbios condicionado ontogeneticamente)Agora os micróbios assumem a função de eliminação do tumor que, havendo terminado o seu dever, não é mais necessário e então deixou de proliferar. Após a solução do conflito de facto, inicia a fase de reparação, serão fungos e microbactérias que transformarão o tumor em massa necrótica sem mais nenhum desenvolvimento, serão invés os vírus e bactérias que activarão a “cicatrização” das chagas e úlceras.A medicina oficial interpreta esta fase como um agravamento da situação e não como a fase em direcção à cura.
5ª Lei (bom senso biológico)O cancer, a doença, é portanto uma parte de um programa especial, biológico sensato da natureza. Não é (no caso do tumor) um crescimento casual, louco, selvagem de células enlouquecidas, mas sim um processo totalmente compreensível e realmente previsivel que se apoia nos dados da evolução ontogênica
(1).INTERVIR . . . SUAVEMENTE Antigamente se dizia: deixem que a doença faça o seu curso. Segundo Hamer precisa adquirir a lucidez necessária para entender em qual fase se encontra, antes de decidir alguma coisa. Se se adquiriu o conhecimento deste percurso, se servirão interventos clínicos e farmacológicos aptos a atenuar dos sintomas físicos excessívos ou mal tolerados. Intervenir com quimioterapia ou radiações significa interromper, alterar, desequilibrar um percurso biológico, sensato e útil que a natureza estabeleceu que deve ser cumprido até o fim. Vem à luz que terapias suaves como: o ascorbato de potássio, o cloreto de magnésio, os imunoestimulantes atóxicos, o áloe etc., podem dar frequentemente resultados positivos. São terapias que portam ajuda ao organismo afadigado durante o seu percurso biológico e sensato que chamamos doença, que o sustentam sem desequilibrar, sem envenenar, e sem criar pânico excessivo. Se o cancer e a doença são portanto a resposta biológica a uma órdem sensata do cérebro, não existe nenhuma substância cancerígena que o provoca (2), nenhuma célula enlouquecida, nenhuma doença incurável que cria metástase.(3);conhecendo o inteiro decurso da doença e dos seus processos cada um de nós pode ser o director/protagonista da própria doença.
CONSELHOS:
Racionalizar que nada é casual
Entender qual choque deu origem ao tumor
Entender em que fase a doença que se encontra

À luz dos pontos 1) e 2) reflectir sobre quanto seja ainda necessário fazer, e quanto invés, vai absolutamente evitado.1) Ontogênica: a evolução das simples espécies até àquela humana se encontra reproposta na fase embrional. Nós conhecemos no desenvolvimento embional três diferentes folhetos dos quais derivam todos os órgãos: o endoderma (interno), o mesoderma (no meio) e o ectoderma (externo). Cada célula do organismo e cada órgão do corpo se pode reconduzir pela sua formação istológica em um destes três folhetos.Endoderma (e órgãos coligados) têem os seus “relés” no tronco cerebral (a parte mais antiga) do cérebro, em caso de tumor haverão tumores sólidos.Mesoderma (as células do grupo mais antigo) tem o seu relé no cerebelo e (as células do grupo mais recente) no miolo cerebral, em caso de tumor haverão tumores sólidos no primeiro caso e necrose ou buracos no segundo.Ectoderma tem o seu relé na parte mais recente do cérebro, o córtex cerebral; em caso de tumor haverão chagas ulcerosas.2) Substâncias cancerígenas? Segundo Hamer não existe nenhuma prova da existencia de substâncias cancerígenas. As argumentações de apoio a estas teses são:a) não é possível provocar tumores em órgãos nos quais as conexões nervosas com o cérebro foram talhadas (órgãos transplantados)b) as substancias inoculadas nos animais para induzir o cancer não induzem nada se não tem o intervento do cérebro. Estas podem destruir, envenenar mas não induzir o tumor. A experimentação da fumaça do cigarro em cricetideos e ratos confirma tudo isto:- 6.000 cricetideos expostos à fumaça dia e noite por seis anos viveram em média por mais tempo que os seus co-irmãos não submetidos ao tratamento (segundo Hamer porque habitam debaixo da terra, não codificaram no cérebro um sinal de alarme para a fumaça, e portanto não aquisitaram, durante a sua evolução, “o programa especial, biológico e sensato do perigo do fumo”)- para ratos domésticos advém exatamente o contrário. Á mais pequena emissão de fumaça vem tomados pelo medo/panico de morrer e fogem porque, ao longo do seu caminho evolutivo a fumaça aquisitou um sinal de alarme. Podemos dizer que em ratos se pode induzir um carcinoma alveolar no pulmão provocado por um conflito de medo pela morte (e é próprio por estas razões que Hamer considera uma inútil tortura a experimentação em animais que se supõem privos de psique e de emoções!)O mesmo discurso vale para a radioactividade. As radiações destroem as células mas não provocam os tumores. Por quanto refere á alimentação Hamer afirma simplesmente que um organismo bem nutrido é em grado de reagir melhor aos conflitos.3) Metástase : segundo Hamer as metástases são novos conflitos provocados por novos choquesconflituais, provocados, isso é, pelo choque de diagnose e prognose médicas aparentemente imcombatíveis. O paciente em que vem diagnosticado o cancer, vem tomado do pânico do “bruto mal que prolifera em modo anárquico e do qual aparentemente não tem escapatória”, e este “pânico” seria o novo choque á origem daquelas que se chamarão metástases.
Extraído da Nexus New Times ed.Italiana n. 26Referimentos: Comunicato Andromeda n.77/2000Internet:
http://www.multimania.com/biologie/english/booklet/booklet.htm (inglês)


Assistimos à audiência sobre a cura de Hamer em Chambery, na causa contra a liberdade de escolha terapêutica impetrada pela justiça Francesa. Aqui abaixo se encontram as impressões do nosso presidente Vitale Onorato que foi á França para apoiar a luta dos amigos de Hamer.Quem trata o cancer com métodos naturais e além do mais, gratis, vai para a cadeia! Sim, aconteceu a Chambery em 31 de janeiro de 2000 o processo contra as teorías de Hamer sobre o cancer na pessoa de dois dos seus seguidores e assistentes: Sra.Gros e a infermeira Andrée Sixt. Hamer foi condenado na Alemanha, cassado da órdem dos médicos, condenado então pelo exercicio ilegal da profissão, e portanto foi preso.Agora compete à França fazer o papel da perseguição. Cinco advogados da acusação se são alternados com seus discursos que duraram horas (o processo durou das 8:30 às 24:00hs) pedindo a máxima condenação e a publicação desta em todos os jornais franceses. E em caso de absolvição haveria a mesma divulgação da sentença? A sentença foi conhecida no dia 17 de março.Quase uma centena de pessoas proveniêntes de várias nações Européias se espremiam ao ingresso do tribunal, sim de tirar a atenção dos passantes para aquele insólito “batalhão” de gente que obrigou a televisão francesa a mover-se.Uma delegação de cinco pessoas, entre as quais, da Itália, o presidente da “La Leva di Archimede”, foi designada para deslocar-se até o prefeito municipal, o qual recebeu e escutou o quanto eles haviam para dizer. Foi preciso uma tarde inteira para escutar todos os testemunhos a favor das teorías de Hamer. Mais de trinta pessoas, doentes e médicos que narraram sobre suas curas obtidas após terem abandonado a quimioterapia para dirigirem-se aos expertos das teorías de Hamer. Os advogados que falavam em nome da Órdem dos Médicos procuravam fazer de tudo, tentavam de fazer confessar, ás pessoas curadas, que elas foram enganadas e obrigadas a mudar de terapia! E de qualquer forma não lhes consideravam em condições de julgar!! De julgar não se entende bem que coisa, se era oportuno deixar a quimioterapia para ficar com Hamer?Mas por serem, portanto, curados estavam em condições de compreender e julgá-lo! Sem contar que entre estas testemunhas “curadas” mas consideradas incapazes de querer e entender, haviam ainda médicos, que eram doentes e depois se curaram! Havia ainda uma testemunha desfavorável para não dizer suspeita: um policial (não se qualificando imediatamente como tal) dizia que sua mulher (mas seria realmente sua mulher?) morreu apesar de Hamer e estranhamente, desta pessoa morta, havia todas as gravações de seus telefonemas feitos entre ela e a Sra. Sixt.

Vitale Onorato.

FONTE: http://www.laleva.cc/pt/menu.html ( Associação de consumidores pela liberdade de escolha)

Câncer

O que é o câncer?
Lynne McTaggart
Comecei a pensar novamente sobre o câncer e o que significa ser uma vítima da mais complexa e intratável (em termos convencionais) doença de nossos tempos. Nós nos concentramos em agentes ambientais e deficiências nutricionais – que certamente desempenham um papel importante na causa do câncer – mas as formas de tratamento que têm melhor resultado sugerem um tipo de agente causal que é, provavelmente, mais profundo.Câncer é uma crise espiritual. Muitos dos especialistas em câncer, de mente mais aberta — de Ryke-Geerd Hamer a Waltraut Fryda — tomam como postulado que o câncer seja a manifestação física da falta de esperança. Trata-se de alguém que perdeu temporariamente o seu caminho, a sua fé, a confiança de que a cada dia, de todas as maneiras, esteja melhorando aos poucos. Não é de se estranhar que o corpo esteja se consumindo. Equivale biologicamente a um suicídio.Há pouco tempo, conversei longamente com Lothar Hirneise, que dirige a entidade “Pessoas Contra o Câncer” na Alemanha, e fiz perguntas sobre terapias alternativas contra o câncer.Seus comentários foram profundos e instrutivos. Ele ressaltou que o enfoque mais negativo é acreditar que o tumor é a doença e concentrar toda a atenção terapêutica em livrar-se dele. Na maioria dos casos, isso não é necessário, comentou. Na verdade, matar as células cancerosas pode até ser perigoso.“Após anos de pesquisa, cheguei à conclusão que cada tumor é um presente que a maioria dos pacientes não consegue entender”, diz ele. “Um tumor é um sintoma, como dor ou febre, e nos ajuda a sobreviver.”De acordo com Lothar, o câncer é um sinal de alerta — uma demonstração física de que alguma coisa está errada com a vida da vítima do câncer, que algo precisa ser mudado imediatamente. O tumor aparece no lugar de algo muito pior. No entanto, a abordagem convencional é considerar o tumor como um invasor externo e procurar erradicá-lo para que o paciente possa retomar a sua vida de sempre.“A recomendação de um oncologista, para que o paciente viva a sua vida como sempre viveu, é o que há de mais perigoso”, informa Hirneise. Ele também afirma que o câncer não é uma entidade isolada. Cada câncer de mama, assim como cada mulher, é individual — a manifestação de uma crise singular. Após entrevistar centenas de sobreviventes de câncer terminal, Lothar identificou uma analogia importante nos históricos clínicos. Embora alguns tenham mudado a sua alimentação e passado por terapias de desintoxicação, a principal área em comum foi uma grande guinada mental ou espiritual, após uma fase de profunda avaliação emocional e espiritual. A maioria desses pacientes passara por um extenso trabalho espiritual, geralmente com terapeutas especializados, e a maioria via o seu câncer como fator que os fez acordar para a realidade.Hoje, as terapias mais bem sucedidas concentram-se na espiritualidade do paciente, em lugar dos aspectos físicos. Hamer e seus assistentes acreditam que, quando se encontra a fonte do estresse ou trauma emocional, o tumor não será mais necessário e vai desaparecer por sua própria vontade.Os índices de mortalidade atuais sugerem que a medicina precisa reconsiderar não apenas o que provoca o câncer, como também o papel que ele representa na vida do paciente. Longe de ser o inimigo, o câncer é o tipo de amigo de que todos precisamos em uma ou outra fase da vida. O amigo que tem a coragem de levantar um espelho e fazer com que nos miremos nele._____Fonte: What Doctors Don’t Tell You, Vol. 15 nº 4 – julho de 2004



OS CRIMES CONTRA A HUMANIDADEPOR: BURTON GOLDBERG

A verdadeira história do tratamento do cancer nos Estados Unidos da América deveria ser lida como uma imputação sumária no tribunal dos crimes na saúde contra a humanidade. E se as autoridades médicas Americanas foram feitas para ver o custo das vidas humanas nas suas conspirações politico-financeiras?Um dia os adversários da medicina alternativa terão de contar as vidas que foram sacrificadas com as suas oposições.
DEIXE-ME COMPARTILHAR COM VOCÊ UM PENSAMENTO COM O QUAL ACORDEI NUMA MANHÃ. Suponhamos que todos os oponentes da medicina alternativa tenham que responder por todas as mortes de todos os pacientes devido a oposição que eles fizeram aos tratamentos alternativos. Suponhamos que um tribunal para os crimes na saúde contra a humanidade foi reunido nos E.U.A. em algum ponto de um iluminado futuro e aqueles que tinham empurrado e forçado contra a medicina alternativa, negando aos pacientes as informações e o acesso aos tratamentos bem-sucedidos, baratos, seguros e sobretudo atóxicos fossem julgados pelas suas acções? E se as autoridades médicas Americanas foram feitas para ver o custo da vida humana em suas conspirações politico-financeiras?Talvés não é bizarro o pensamento como poderia parecer a voce quando o escuta pela primeira vez. Certamente existem neste século precedentes para grandes tribunais que julgarão as responsabilidades criminosas.Os crimes na saúde que estou referindo não são claramente evidenciados. Eles foram cometidos durante o tempo de paz. As mortes das pessoas eram, na maior parte, nem violentas nem rápidas, embora muitas pessoas morriam miseravelmente, devastadas igualmente pelas doenças e pelos efeitos tóxicos dos tratamentos e dos medicamentos.Milhões de pessoas neste século, morreram de cancer, doenças cardíacas e outras sérias doenças. Elas morreram pelos efeitos tóxicos dos agentes da quimioterapia em seus sangues ou cicatrizes cirúrgicas em seus corpos ou queimaduras da radiação na pele. Victimas “casuais“ na guerra contra o cancer.Obviamente os oponentes dos tratamentos alternativos não são culpados por crimes de guerra. Entretanto, embora muitos fossem provavelmente bem intencionados eles causaram inconscientemente mortes e sofrimento.Deixe-me reconstruir o caso para voce. Sempre, desde a metade do sec XIX, houve uma prolongada luta comercial oculta nos E.U.A. para o controle do mercado médico. Os partecipantes eram proponentes das terapias alternativas (mais conhecidos como homeopatas e herboristas) contra os proponentes da convencional medicina quimica.Actualmente como as doenças crônicas e degenerativas (tais como o cancer) e as disfunções imunológicas ( tais como AIDS) são muito prevalentes, a medicina convencional poderia ainda assim politicamente controlar o mercado, mas ela tem muito pouco valor no sucesso terapéutico.Suas conexões políticas e a máquina da propaganda são coligadas às agências de regulamentação governamentais e as indústrias farmacéuticas, com seus “caça-charlatões“ com as faces carrancudas que operam para manter o público, o tanto quanto possível, distraidos para as alternativas que verdadeiramente funcionam.Em muitos casos, eles impedem forçosamente que sejam usados tratamentos da medicina alternativa para as doenças que ameaçam as nossas vidas. As companhias de seguros não reembolsarão e os pioneiros doutores alternativos serão atormentados, marginalizados processados e irão à falência. As pessoas acabam sofrendo ou morrendo por que não tem acesso aos efectivos tratamentos alternativos. Este é especial e tragicamente o caso no campo do cancer.A verdadeira história do tratamento do cancer nos E.U.A. deveria ser lida como a acusa sumária no tribunal dos crimes na saúde contra a humanidade. Organizações públicas e privadas deveriam trabalhar dia e noite para fornecer tratamentos salva vidas para pacientes com cancer.E ao ínvés eles dedicaram seus consideráveis meios econômicos e seus efectivos para opor-se a estas medidas, assegurando-se deste modo que a maioria dos pacientes de cancer estejam “encurralados“ em seus tratamentos com altos custos mas inefectivos. Todos eles tem ajudado a guerra contra as curas do cancer e todos eles deveriam ser considerados responsáveis, publicamente, pelo número de mortes que isto provocou.Todos os profissionais oponentes das medicinas alternativas continuam com suas acções pressupondo que eles não devem responder por isto. Muitos acreditam que fazem um trabalho honesto como doutores ou administradores. O facto que sua submissão a um sistema médico tóxico de custo ineficaz e desnecessário e que custa vidas é porque provavelmente não sucede a eles. Necessita, entretanto, agir urgentemente.Sem dúvidas a idéia que eles poderiam, um dia ter de justificar suas acções nunca surge em seus pensamentos. Apesar de tudo, em suas visões eles são os fornecedores convencionais da aceitada pratica médica. Eles agem como se suas politicas contra a medicina alternativa e suas inovações curadoras fossem baseadas na ciência e terapéuticas, mas na verdade são baseados em lucros e economias. Os cuidados com a saúde actualmente nos E.U.A. é um pote de mel de bem $ 1 trilhão de dolares/ano, e estas agências e grupos querem ele integralmente. Sua vida ou morte é coisa secundária para eles nesta guerra capitalista para aumentar os lucros.A razão pela qual os tratamentos alternativos do cancer ainda não são a via principal tem pouco a ver com a alegada ineficaz terapéutica mas muito mais com a politica de controle do mercado das terapias. A politica do cancer tem uma influencia cancelatória na ciência do cancer e, finalmente, no que o público pensa e acredita sobre o cancer e no que se pode esperar como opções de tratamento.É a estrutura da instituição do cancer que controla eficazmente a forma e o sentido da prevenção, diagnóstico e o tratamento do cancer. O campo dos cuidados do cancer nos E.U.A. é organizado em torno a um monopólio médico que assegura um contínuo fluxo de dinheiro às companhias farmacéuticas, sociedades de tecnologia médica, institutos de pesquisa e agencias governamentais.Se pudessemos contar todos os homens, mulheres e crianças que morreram de cancer neste século, quantos milhões seriam? Quantas destas mortes poderiam ter sido evitadas se tivessem recebido tratamentos atóxicos ao invés da quimioterapia, radiações ou cirurgias? Quantas destas mortes poderíamos atribuir à manipulação política da medicina convencional a favor da preservação da sua parte do mercado médico, corrompendo o público em acreditar que seus interesses são terapéuticos e não econômicos?Naturalmente nós nunca saberemos a resposta, mas eu peço, contemplem esta imagem com compaixão, coragem e discernimento político. A este ponto o que eu estou pedindo é meramente um exercicio em avaliação moral, mas eu asseguro que um dia isto não será mais um exercicio; serão contas reais.Este artigo foi publicato originariamente na revista Medicina Alternativa e no site
www.alternativemedicine.com , um site estabelecido por Burton Goldberg, autor deste artigo.


FONTE: http://www.laleva.cc/pt/menu.html (Associação de consumidores pela liberdade de escolha)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nunca se esqueça de seu mestre

Ele tem a espontaneidade, a leveza e o pique para tudo que você quer fazer e não vem fazendo
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sábado, 21 de março de 2009

Mais partes de livros, mais informação importante que circula pouco: Pedófilos: Lobos em pele de cordeiro

Penso que nem é coincidência este post aqui ter relação com aquele outro que já foi postado aqui. Era sobre o Trauma e como seu estudo caminha ao longo do tempo vinculado à sociedade em que está e dependente do interesse das forças políticas e sociais da época em que se estiver. Olhando mais atentamente a ocorrência desse horror que é a pedofilia é muito mais antigo do que você possa imaginar. É uma questão complexa, social, antropológica, transgeracional e difícil de se discutir e conscientizar as pessoas apesar de ser muito mais comum do que se percebe. É mais ou menos como eu te dizer que o planeta está com os séculos contados ou dias. Até que algum tema dessa natureza venha (tomara que nunca) com a força de tirar o chão sobre os nossos pés, aconselho você a ser mais desconfiado, mais atento com as pessoas que convivem dia a dia com você e seus filhos mais novos. Em tempo: A internet ,parece, veio como uma ferramenta facilitadora da difusão e aliciamento das crianças, portanto cuidado com a autonomia que costuma dar aos seus filhos no uso do computador no quesito navegar na internet.


Vão aí para você ler e tomar consciência: um prefácio do livro de Anna Salter PH. D. e outro excerto do livro de Chistiane Sanderson PH. D.





"... PREFÁCIO


Começo este prefácio da forma como o encerro: Obrigado, Anna Salter, por lançar sua luz plena de conhecimento sobre o abuso sexual enquanto a maioria das pessoas acha mais fácil desviar o olhar ou mesmo negar que ele existe. É mais fácil, para a maioria dos pais, entrelaçar as mãos se preocupando com o abusador desconhecido que pode estar vagando pela vizinhança, que aceitar que alguém que convidaram para sua casa está abusando sexualmente de seu filho ou filha - ainda que a maioria dos abusos sexuais seja cometida por alguém que a família conhece.


Tão difícil quanto aceitar a idéia de que um vizinho ou amigo da família a quem se quer bem possa estar abusando sexualmente de uma criança, é imaginar que quem faz isso é alguém dentro de sua própria família. É fácil substituir esse pensamento indesejado por um outro mais reconfortante, do tipo: "Na minha família, não".


No entanto, como uma a cada três garotas e um a cada seis meninos terão contato sexual com um adulto, isso deve estar ocorrendo na família de alguém. Onde quer que o abuso sexual ocorra, há pais ou pessoas encarregadas de cuidar da criança, incapazes de perceber o que ocorre e presenciando a atuação que precede o crime, escolhendo não enxergar claramente como os predadores convencem as crianças a acreditar neles. Pais ingênuos, com frequência, são co-conspiradores inconscientes em casos de abuso sexual, elaborando teorias para explicar o surgimento de distúrbios do sono, problemas na alimentação da criança ou um medo súbito em relação àquele mesmo adulto de quem ela gostava tanto há apenas uma semana.


Se uma discussão requer a exploração de verdades desagradáveis, alguns pais tentarão se esquivar: "Falar dessas coisas só vai atraí-las", ou "Sim, eu sei tudo sobre esse negócio; dá para falarmos de um assunto mais agradável?". No entanto, se pressionados, eles vão acabar por reconhecer os riscos, percebendo que dar a impressão que sabem é, com frequência, a melhor defesa contra um conhecimento indesejado. Esses pais não são estúpidos - pelo contrário, há uma inteligência nas maneiras criativas com que excluem seus filhos da discussão. "Você está muito certo", eles dizem: "O abuso sexual é um sério problema, em especial para os que estão no início da adolescência. Graças a Deus que os meus ainda não chegaram a essa idade".

Lamento, diz a realidade, mas a idade mais comum em que o abuso sexual começa é aos três anos.

"Bem, é claro, se você tem homossexuais por perto de crianças pequenas, existe um risco."

Lamento, diz a realidade, mas a maioria dos abusos sexuais é cometida por heterosessxuais do sexo masculino.

"Sim, mas esse tipo de pervertido não vive em nossa vizinhança".

Lamento, diz a realidade, mas esse tipo de pervertido está vivendo em nossa vizinhança. O Departamento de Justiça considera que, em média, há um abusador de crianças por milha quadrada nos Estados Unidos.

"Bem, pelos menos a polícia sabe quem são essas pessoas".

Provavelmente não, diz a realidade, já que em média os abusadores de crianças vitimam entre 50 e 150 crianças antes que sejam presos pela primeira vez (e muitas depois que eles o são).

Quando as defesas contra a realidade são descartadas, alguns pais mudam para a resignação, literalmente renunciando sua responsabilidade: "Bem, de qualquer forma, não há nada que se possa fazer a respeito". Esse fatalismo mal colocado realmente torna-se fatal para algumas crianças.

Outro refrão comum expresso pelos que negam os perigos do abuso sexual é: "Bem, as crianças têm uma grande capacidade de recuperação. Quando coisas ruins acontecem, elas superam isso".

De jeito nenhum, diz a realidade. As crianças não se recuperam. Elas ajustam, conciliam, reprimem e por vezes aceitam, seguem adiante, mas elas não se recuperam.

Se pareço ser duro com a negação, é porque tenho minhas razões, razões que me fazem ser grato ao fato de que as páginas de Predadores contêm um antídoto para a negação: informações bem pesquisadas e apresentadas de maneira clara. Aprendemos com Anna Salter que o agressor sexual também está em negação, que ele é um criminoso que escolhe ficar na estrada na qual se encontra, mesmo quando está claro para ele aonde essa estrada irá levá-lo. Salter entrevistou um número suficiente de agressores sexuais para descobrir a mais alarmante verdade: muitos se sentem indicados para cada prêmio predatório que possam ganhar simplesmente não se importam com custo para os outros. Eles são, numa palavra, cruéis.

E, virtualmente, para cada crueldade feita a uma criança, há uma platéia de pessoas que se negam a ver os sinais e rapidamente fecham o olhos.

A solução para a violência sexual na América não são mais leis, mais armas, mais polícia ou mais prisões. A solução para a violência sexual é a aceitação da realidade.

Uma das realidades mais duras é que os predadores sexuais são surpreendentemente eficazes em conquistar o controle sobre suas vítimas.

Há dois tipos básicos de predadores, o predador pela força e o predador pela persuasão. O primeiro avança como um urso, inequivocamente envolvido com seu ataque. Por causa disso, ele não pode bater em retirada facilmente e dizer que se trata apenas de um mal-entendido. Em consequência, ataca só quando tem certeza de que irá levar a melhor.

Um agressor muito mais comum é o predador pela persuasão. Esse tipo de criminoso procura uma vítima vulnerável, alguém que lhe permitirá ficar no controle. Como um tubarão cercando uma presa em potencial, o predador pela persuasão se aproxima lentamente e observa como as pessoas reagem a seus avanços. Ele começa um diálogo e, a cada resposta favorável que desperta, fecha mais o cerco. Faz um pequeno investimento inicial, uma estratégia de baixo risco que lhe permite testar as águas e seguir adiante sem ninguém perceber se as coisas não caminham direito. Ele é um covarde, astucioso, mas ainda assim um covarde.

A seleção das vítimas do predador pode ser tão complexa e inexplicável como atração sexual é para os adultos, com uma importante distinção: para a maioria dos pedófilos, a vulnerabilidade é, em si, estimulante. Tal como ocorre com os animais, os predadores humanos têm de separar seus alvos do rebanho. Tirar as crianças dos pais é algo que raramente fazem pela força; os pequenos não são roubados sob a mira de uma arma. Eles são levados por meio de uma forma de sedução, que visa não à paixão, mas a confiança - sua ou de seu filho. A confiança mal direcionada é o recurso mais poderoso do predador e podemos decidir dá-la ou não a ele.

A confiança mal posicionada pode ter terríveis consequências. Adicionalmente ao que em geral consideramos abuso sexual, as crianças são vítimas de estupro com muito mais frequência do que a maioria de nós jamais imaginou. O Departamento de Estatísticas Judiciais dos EUA relata que um total de 15% de vítimas de estupro estão abaixo dos 12 anos de idade.

Uma mãe chamada Carla me contou que levou a filha de seis anos de idade para um pequeno playground cercado no parque local. A maioria das crianças lá estava acompanhada pelo pai ou pela mãe, algumas por babás, uma por um avô. Após certo tempo, Carla tinha intuitivamente relacionado cada criança com a pessoa que estava tomando conta dela. Num caso, era porque eles se pareciam entre si; em outro, ela viu uma criança sair correndo e dizer alguma coisa a um adulto. Ela ouviu um homem gritar uma palavra de estímulo para um garoto que estava hesitante no alto de um escorregador. Logo ela tinha identificado cada adulto no playground, mas houve um homem de quem ela não gostou.

Ele estava sentando num banco observando as crianças brincarem, mas não estava concentrado em nenhuma criança em particular. Não carregava nada consigo, enquanto a maioria dos adultos tinha alguma coisa na qual estavam de olho: uma boneca, um brinquedo, um carrinho de bebê com um cobertor sobre o assento. Quando Carla viu o homem deixar o playground, ela pensou: Eu não confio nele. O que será que ele estava fazendo aqui? Estou feliz que ele tenha ido embora. Vou ficar atenta a ele no futuro. Ele me pareceu um abusador de crianças.

Parecia um abusador de crianças? Baseado em quê? Alguém poderia considerar isso uma condenação ultrajante e imerecida, uma discriminação tão intolerante que seria ilegal em qualquer outro contexto. Quando o homem voltou ao playground alguns minutos depois e Carla viu o filho dele correr e abraçá-lo (ela erradamente associara aquele garoto a um outro adulto), ela rapidamente perdoou seu próprio preconceito. Afinal de contas, disse-me ela depois, "eu só estava protegendo minha filha".

Perguntei se ela tinha se sentido mal por ter acusado falsamente o homem em seu pensamento. De forma alguma. A experiência fez com que ela se tornasse relutante em julgar alguém apressadamente no futuro? De forma alguma. Mesmo que no final ele tenha visto que ele era apenas um outro pai, ela tinha lamentado sua suspeita? De forma alguma.

Depois de elogiar sua auto confiança, comentei: "Para realmente proteger sua filha, você precisaria ter a mesma disposição para alimentar suspeitas em relação a pessoas que você conhece".

"Não é assim tão fácil", Carla respondeu, "porque nesse caso eu me sentiria terrivelmente culpada".

Essa espécie de culpa mal colocada é problemática porque uma criança é muito mais vulnerável a alguém que a família conhece que a um estranho. E Carla, como qualquer mãe ou pai, é muito mais resistente a suspeitar de alguém que ele conhece. As pessoas de quem nós voluntariamente suspeitamos são inerentemente menos perigosas que aquelas de quem nos recusamos suspeitar. Tendemos a suprimir pensamentos censuráveis sobre nossos amigos, mas a melhor maneira de banir um pensamento é examiná-lo por completo. De fato, tratamos nossos amigos com mais respeito e nossa crianças com mais amor quando estamos desejando cogitar - e, esperançosamente, rejeitar - a possibilidade de que pessoas próximas a nós possam ser capazes de praticar abuso sexual.

Minha opinião é que você não tem de desconfiar de um homem ou um adolescente simplesmente porque ele tem acesso a seus filhos, mas que você precisa estar predisposto a confiar em sua intuição quando suspeita de algo. Acima de tudo, encorajo os pais a fazer escolhas demoradas e cuidadosas em relação às pessoas que incluem na vida de seus filhos - e escolhas rápidas sobre as pessoas que escluem. É uma característica de nossa espécie que alguns adultos do sexo masculino abusam de crianças. Esperar que esse homens em particular pareçam claramente diferentes de todos os outros tem comprovado ser uma estratégia ineficaz para prevenir abusos sexuais. Popular, mas ineficaz.

Quando se trata de segurança da criança, concluí que a diferença primeira entre pais e especialistas é que os pais dizem "Eu acho" com mais frequência - como na frase "Eu acho que esses abusadores vagueiam em lugares frequentados por crianças". E os pais finalizam sua afirmações com perguntas indutoras: "Crianças são menos vulneráveis em pares, certo?" Tendo em vista que as informações permanecem praticamente as mesmas, não importa quem as ofereça, mostro, sempre que possível, que o que as pessoas acham que pode ser a resposta é, de fato, exatamente o que em geral acaba sendo. Lembro o caso de uma mãe que me perguntou como identificar os sentimentos de abuso sexual infantil.

Respondi com uma pergunta: "Quais você acha que são os sinais?".

"Eu não sei."

"Se você pudesse saber a resposta, qual acha que ela seria?" (Isso quase sempre sussita uma resposta vinda exatamente da pessoa que acabou de dizer que não sabia.)

"Bem, acho que problemas de sono. Talvez as mudanças de comportamento da criança ... Mas, fora isso, não sei nada."

"Você quer dizer que, além de saber, você não sabe?"

"Eu não sei."

"Se você pudesse saber, que outros sinais poderia haver?"

"Agir de uma forma meio sexual com outras crianças? Fazer desenhos relativos a sexo? Fazer coisas sexuais? Eu não sei."

Certo em todos os pontos, é claro. Se você acrescentar hiparatividade, medo de ficar sozinho com certos adultos, interesse incomum e exagerado pelo corpo das pessoas, uso de uma quantidade excessiva de roupas, você terá vários sinais comportamentais mais comuns.

Muitas vezes o corpo de uma criança irá dizer claramente o que aconteceu, e essas dicas são mais difíceis de passarem despercebidas. Esta lista conta a história de uma forma tão dura que lê-la vai magoar seu coração:

* Dores de estômago e problemas digestivos;

* Dificuldades para caminhar ou sentar;

* Roupas de baixo rasgadas, manchadas ou com marcas de sangue;

* Sangue na urina ou nas fezes;

* Contusões genitais inexplicadas;

* Doenças sexualmente transmissíveis;

* Gravidez.

Listas como essas contribuem para fazer deste um tópico sobre o qual ninguém realmente quer pensar a respeito. Consequentemente, muitos poucos pais costumam pensar sobre isso, enquanto muitos predadores aperfeiçoam suas abilidades.

Além da negação de alguns pais, os predadores são ajudados por diversos fatores sociais em evolução. Muitas mães trabalham, portanto muitas crianças passam seus dias em creches. Os divórcios estão aumentando e o crescente número de novos casamentos significa mais abuso sexual por padrastos no lar. Pesquisas mostraram que há muito mais probabilidade de namorados ou padrastos abusarem de uma criança do que o pai biológico. Crimes sexuais contra crianças tembém aumentam à medida que as vítimas de abuso crescem e se tornam elas próprias abusadores. Finalmente, considerando-se que a maioria dos predadores abusa de muitas crianças, o número de vítimas cresce exponencialmente.

Predadores fornece aos pais e educadores o melhor tipo defesa contra agressores sexuais: o conhecimento. No interesse de todas as crianças e adultos que, por causa deste livro, nunca irão se tornar vítimas de forma alguma, eu gostaria de dizer: "Obrigado, Anna Salter".


Gavin Backer ..."



Excertos do livro ABUSO SEXUAL EM CRIANÇAS-FORTALECENDO PAIS E PROFESSORES PARA PROTEGER CRIANÇAS DE ABUSOS SEXUAIS, de Chistiane Sanderson. Um livro que pelo menos toda escola deveria ter para que os professores pudessem ter condição de perceber e tomar atitudes para disparar processos que desvelem e mudem de direção vidas de grande dor.

..." Quem são os perpetradores do abuso sexual em crianças?

O pedófilo pode ser qualquer pessoa - homens ou mulheres, adultos ou crianças mais velhas. Pode ser um dos pais, um parente, um vizinho, um amigo de família, um professor ou médico. Em muitos aspectos, abusadores sexuais de crianças são pessoas comuns que as crianças encontram em sua vida cotidiana. Eles provêm de quaisquer antecedentes sociais, raciais ou religiosos e, muitas vezes, são membros bem respeitados da sociedade e da comunidade. Eles mantêm empregos, praticam esportes, têm amigos e são vistos como pessoas "simpáticas". Embora a maioria dos pedófilos se encaixe nesses parâmetros, alguns podem não se encaixar.

Dados se pesquisa sobre perpetradores do abuso sexual em crianças variam enormemente, uma vez que a maioria (90%) permanece não detectada. Estudos iniciais mostravam que entre 91% e 97% do perpetradores eram homens. No entanto, pesquisas mais recentes descobriram que entre 20% e 25% dos abusadores sexuais de crianças eram mulheres. Há certa controvérsia em torno disso, pois muitas feministas acreditam que a maioria das abusadoras pratica o abuso porque são forçadas ou coagidas a esses atos por seur parceiros homens. A pesquisa atual não confirma esse fato (Saradjian, 1996). Alguns homens podem ter forçado inicialmente algumas mulheres a praticar o abuso, mas muitas o fazem de maneira independente ou tomam a iniciativa do abuso sexual. ..."

..."Não podemos mais nos permitir negar a natureza obscura do abuso sexual em crianças ou enganar a nós mesmos quanto a isso. Apesar de as estatísticas do Ministério do Interior (2003) mostrarem que atualmente há 21.413 criminosos sexuais no Registro de Criminosos Sexuais (do Reino Unido), que vivem em comunidades, essa não é uma indicação verdadeira do número de pedófilos condenados. McVean (2003) afirma que há 110 mil pedófilos condenados fora do registro, porém o número mais preciso e verdadeiro pode chegar a 250 mil. A verdade preocupante é que não sabemos quem é a maioria dos abusadores sexuais de crianças porque o abuso ocorre às escondidas. Dado que a maioria dos pedófilos não foi exposta, condenada e colocada no Registro de Criminosos Sexuais, é preciso se perguntar quão útil é esse registro. Esse registro pode até fornecer algum conforto para pais e para aqueles envolvidos com a proteção à criança, mas é evidente que ele não inclui todos os pedófilos.

Por esse motivo, se quisermos realmente proteger nossas crianças, igual atenção deve ser dada aos pedófilos ainda desconhecidos, cujos crimes sexuais nem foram descobertos. Pode-se argumentar, de maneira razoável, que o perigo da pedofilia desconhecida é muito maior do que o da pedofilia daqueles que já estão no Registro de Criminosos Sexuais. Contar apenas com esse registro e concentrar a atenção apenas naqueles pedófilos mais conhecidos da polícia é ignorar a realidade do abuso sexual em crianças no dia-a-dia. Pais, professores e adultos responsáveis precisam estar alerta aos pedófilos ainda desconhecidos na comunidade se quiserem de fato proteger todas as crianças do abuso sexual...."

..."Embora existam diferentes tipos de pedófilos, há, entre eles, muitos pontos em comum. A maioria deles mostra muita habilidade em idenficar vítimas vulneráveis, que são escolhidas como alvo. Essa habilidade é até certo ponto intuitiva, mas também vem da prática e da experiência. Eles têm facilidade em identificar-se com crianças, mais do que muitos adultos, e, ainda, têm um interesse excessivo em crianças - embora isso nem sempre seja manifestado de maneira evidente. Eles podem buscar ativamente empregos nos quais tenham contato frequente e regular com crianças. As profissões escolhidas podem incluir professores, funcionários de orfanato ou creches, babás, monitores de acampamentos ou motoristas de ônibus escolares. Eles também podem estar envolvidos em trabalhos especializados nos quais tenham acesso a crianças, como médicos, dentistas, líderes religiosos, assistentes sociais, policiais, treinadores de esporte, líderes de escoteiros ou integrantes de clubes para jovens, palhaços, mágicos ou fotógrafos especializados em fotografia infantil.

É comum abusadores sexuais de crianças se reunirem em lugares frequentados por elas, como lojas de brinquedos ou de roupas infanto-juvenis, parques, campos de esporte, piscinas, shopping centers ou parques temáticos. Eles, em geral, são vistos como "gentis" para as crianças e gostam de entretê-las, organizar festas infantis, levá-las a passeios ou mesmo em curtas viagens no final de semana. Têm uma enorme capacidade de atrair crianças e, em muitos aspectos, são como "flautistas de Hamelin". Eles fazem de tudo para ficar a sós com as crianças, sugerindo que os adultos saiam para se divertir tranquilos enquanto eles cuidam de seus filhos.

A maioria do pedófilos é habilidosa em manipular crianças e usar técnicas de sedução poderosas, incluindo psicologia infantil e de grupo, as quais envolvem competição entre colegas, pressão e técnicas motivacionais, bem como ameaças e chantagens. Uma técnica comum para seduzir a criança é dar a ela uma atenção "especial" ou adicional. Eles seduzem a criança tornando-se amigos dela, prestando-lhe uma atenção especial, conversando com ela e ouvindo-a falar sobre as preocupações ou interesses que possa ter. Eles gostam de passar o tempo com a criança e são sempre atenciosos e afetuosos. Podem, aida, dar um tratamento preferencial à criança, comprar-lhe presentes ou satisfazer uma necessidade particular dela. Esses comportamentos são todos projetados para isolar a criança dos colegas, o que tornará o abuso sexual mais fáci.

Os pedófilos compartilham passatempos e interesses ligados às crianças. Eles podem colecionar brinquedos ou bonecas e montar peças, modelos de aviões ou navios-todos projetados para atrair as crianças para junto deles. Com frequência, conhecem os jogos de computador, música, vídeos e filmes mais recentes nos quais as crianças estão interessadas. Também conhecem a linguagem e a gíria atual que as crianças usam e parecem gostar da mesma comida, bebida, decoração de interiores e roupas. Eles se apresentam como sendo amigáveis para a criança, de maneira que essa comece a vê-los como um amigo mais velho, com quem possa conversar e passar bons momentos...."

..." O processo de aliciamento

Ao aliciar uma criança e sua família, os pedófilos demonstram ter muita paciência, mesmo quando esse processo dura semanas, meses e até anos. O processo de aliciamento é uma forma sutil de manipulação de ou sedução emocional, que se baseia em laços de amizade e intimidade que vão sendo construídos com a criança e com os pais dela. Os pedófilos investem uma quantidade considerável de energia e tempo para desenvolver habilidades associadas à manipulação, pois, quanto melhores forem em aliciar, mais acessíveis serão as crianças e menores as chances de ser descobertos. Eles são muito hábeis em enganar as pessoas e melhoram suas habilidades com a prática e a troca de conhecimentos com outros pedófilos.

Lembre-se de que os pedófilos são predadores sexuais disfarçados de homens gentis, ou seja, lobos em pele de cordeiro. Eles têm o maior interesse em parecer normais e simpáticos e, então, se misturam ao contexto para evitar suspeitas. Como Ray Wyre nos lembra: "Monstros não se aproximam de crianças; homens gentis, sim...", os pedófilos precisam esconder o qu realmente são - predadores, dissimulados, enganadores, manipuladores, metódicos e controladores. Para esconder tudo isso, eles lançam mão de uma gama de habilidades a fim de obterem sucesso em aliciar crianças e pais e ainda evitarem ser descobertos. Para aliciar as crianças, os pedófilos fingem ser:

*charmosos;

*simpáticos;

*compreensivos;

*úteis;

*generosos com tempo, dinheiro, presentes e agrados;

*atenciosos;

*afetivos;

*disponíveis emocionalmente; e

*voltados para crianças e amigáveis com elas. ..."

..." O aliciamento dos pais

Muita ênfase tem sido dada à maneira como os pedófilos escolhem e aliciam crianças, e pouca atenção tem sido dirigida ao modo como os pais são aliciados pelo pedófilo para poder ter acesso aos filhos. Está claro, a partir de dados estatísticos, que não é mais suficiente advertir as crianças sobre "o perigo do estranho", uma vez que a maioria dos ASC (87%) é cometida por alguém "conhecido" da criança. Na maioria dos casos, os pais e os professores também os conhecem. Como descrito no Capítulo 4, os abusadores sexuais de crianças são, em geral, membros da comunidade local, e não necessarimente forasteiros.

Eles podem ser membros da família nuclear ou da família ampliada da criança, podem ser vizinhos, conhecidos, figuras de respeitada autoridade na vida da criança - como professores ou funcionários da escola, professores de música ou treinadores esportivos, líderes de grupos de jovens, pessoas que cuidam de crianças ou estão envolvidas em sua atividades locais. Em geral, os pedófilos são atraídos para lugares, profissões e atividades que lhes permitem ter fácil acesso às crianças. Ao estarem perto de crianças e envolvidos em uma variedade de atividades com elas, eles passam a impressão de que são seus "conhecidos". ..."

..." Quando a primeira atividade sexual abusiva ocorrer, tanto os pais quanto a criança terão "caído" por completo na fraude do abusador, sem terem a mínima idéia de sua intenção de abusar sexualmente da criança. Então, a confiança e a amizade estão de tal forma misturadas que, ao descobrirem o problema, muitos pais reagem com um forte sentimento de choque, surpresa ou descrença. Mesmo na presença de provas inquestionáveis, ainda acham difícil acreditar e não conseguem entender como chegaram a esse ponto. Eles podem ficar arrasados sentindo-se culpados por não terem percebido que estavam sendo ludibriados e iludidos.

Assim, os pais são igualmente vulneráveis a serem aliciados e manipulados por abusadores sexuais de crianças, com pouca percepção do que está acontecendo. Então, como os pais podem saber que alguém que conhecem e em quem confiam não têm motivações dissimuladas ou intenções de abusar sexualmente de seu filho ou de sua filha? Não há respostas ou soluções simples para isso, a não ser a percepção da forma como interagem com seu filho ou sua filha, especialmente quando não há adultos por perto, e um diálogo aberto com seus filhos sobre o tempo que passam com esse amigo especial. ..."