quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quem souber me diga

Como amar tanto
como amar tanto assim alguém
e educar e deixar viver...

domingo, 20 de dezembro de 2009

"Quem vive para a espada para a espada morrerá!"


Esta frase retumbou sobre o momento, sobre o aqui, sobre o passado, sobre o futuro, sobretudo no momento. Estou aqui meio na TV, meio no computador, meio no meio de um tempo que não merece definições , vendo o filme de direção do Mel Gibson sobre a vida de Jesus até o momento em que foi crucificado(A PAIXÃO DE CRISTO). "Ele" a disse quando estava sendo levado pelos guardas para o início do fardo. Antes veio Judas junto a uma comitiva e o saldou como um Rabi e Jesus disse: "Entregas o filho do homem com um beijo Judas?"

domingo, 22 de novembro de 2009

Perca alguns momentos



Se hoje eu pudesse te dar alguns conselhos...


Eles seriam estes:


Perca alguns momentos observando seu filho brincando



Perca alguns momentos olhando seu filho dormir


Perca alguns momentos olhando para o infinito, para um ponto inespecífico


Perca alguns momentos olhando para ela


Perca alguns momentos vendo uma vida sem ela, a vida, saber disso


E talvez, de repente, perceba que não estava de nenhuma maneira perdendo tempo


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A morte



Existe uma época na vida que a notícia da morte fica mais frequente.
Chega um momento em que as pessoas próximas ou distantes vão se ausentando.
Em nós algo vai acontecendo diante das ausências, das notícias, diante do por vir.
Bate um sentimento, uma sensação de aperto, de que em algum lugar no futuro existe um limite,
um ponto onde a dor será inevitável.




Infelizmente.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nem toda lágrima pede lenço



Certas lágrimas merecem a dignidade de percorrer uma face.

Algumas dores merecem ser vividas por inteiro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

" O tempo não existe"

Mas ele















importa
















implica
















"iengana"

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O FÓSFORO E A VELA

Já ouvi dizer que para morrer, basta estar vivo. Já ouvi dizer que a vida é como a chama de uma vela...


O FÓSFORO E A VELA

Certo dia o fósforo disse para a vela:

- Minha missão é te acender.

- Ah, não, disse a vela. Tu não vês que se me acendes meus dias estarão contados. Não faz uma maldade dessa não.

- Então queres permanecer toda a tua vida assim dura, fria, sem nunca ter brilhado, perguntou o fósforo.

- Mas ter que me queimar. Isso dói. Consome as minhas forças, murmurou a vela.

- Tens toda razão, respondeu o fósforo, esse é precisamente o mistério de tua vida. Tu e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, como fósforo, posso fazer é muito pouco. Mas se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Tu és vela. Tua missão é brilhar. Toda tua dor, tua energia se transformará em luz e calor.

Ouvindo isso a vela olhou para o fósforo que já se estava apagando e disse:

- Por favor, acende-me.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Histórias e mais histórias... SEPARAÇÕES de Domingos Oliveira por Ana Carolina Arantes FLIP 2009/Paraty

Bem amigos do Blog; "nada como um ponto de vista após o outro". Aqui vai uma jóia de expressão sobre o tema. Aqui vai uma fotografia em letras sobre a ou as Separações. Aqui vai uma vivência que quando vivida deixa marcas em qualquer um.




Cenas de um casamento - Blog da FLIP


Julho 21, 2009 por Ana Carolina Arantes

Após inúmeros pedidos do público, postamos abaixo o texto Separações, escrito por Domingos Oliveira para sua apresentação na FLIP e cedido por ele para figurar neste blog(Da Ana Carolina). Divirtam-se, leitores, com os percalços de Domingos em seus sucessivos enlaces matrimoniais:
“Separações
Há pessoas que sofrem com separações, outras, muito mais raras, se alegram com isso. Realmente uma separação é sempre um alívio. E alguns logo encontram a “solidão magnífica”, conforme chamou Freud. Mas não sou esse tipo de pessoa e, para os homens comuns, separação dói muito. O assunto não me é estranho porque já fiz um filme sobre ele e também porque tive cinco casamentos e cinco separações. No entanto não tenho nada a dizer sobre o assunto. Há coisas assim, quanto mais se vive ou mais se pensa, mas obscuras ficam. Na primeira separação, tinha uns vinte e poucos anos. O nome dela era Eliana. Me desarticulei tanto que não podia sair na rua, achando que os edifícios cairiam sobre mim. Lembro também que foi nessa época que descobri a psicanálise e logo depois o álcool. Na boemia, no tempo sem tempo da boemia, procurava aflitamente o Amor. Quebrei minha mão dando um soco na parede e fui à sessão de psicanálise tocar uma flauta de plástico que alguém me deu, com a mão engessada. Quero dizer que sofri muito. Na minha segunda separação sofri muito. Tinha três namoradas ao mesmo tempo, e brochava com as três. O nome dela era Leila. Em vez de tocar a flauta, fiz um filme, “Todas as Mulheres do Mundo”. Ninguém duvide disso: períodos de separação são em geral altamente produtivos. Minha terceira separação, Nazareth, eu tinha quarenta e poucos, sofri muito e não teve graça nenhuma. Eu estava sem dinheiro e vivia minha vida nos corredores dos bancos adiando promissórias, parcelando dívidas, movido por anfetaminas. Naquela época eram vendidas como remédio para emagrecer. Meu quarto casamento, Lenita, durou dez anos e tive uma filha. Maria Mariana. Na quarta separação tinha quase cinqüenta, tive poucas namoradas, poucas porém boas. Até que há vinte e oito anos, casei com Priscilla, adorável criatura que me acompanha até hoje. E lá pelo oitavo ou décimo ano de casamento, passamos um ano separados. Se eu tinha desarticulado na primeira, nessa ultima desagreguei, quero dizer, sofri muito. Mas sempre produtivamente. Essa experiência resultou num filme, “Separações”. Se eu cito esses dados biográficos nesta palestra, é apenas para tentar perceber o que há de comum entre essas cinco malditas porém necessárias passagens. Na verdade quase pode ser dito que todo homem solteiro quer casar assim como todo casado quer ficar solteiro. Não conheço nenhum casal decente que não nutra um sólido desejo de separação. Faz parte de um bom casamento, creio. Afinal, o amor tira a liberdade, sem dúvida. O que é inadmissível. E a solidão muita vezes é desagradabilíssima e vazia. Enfim, assim vamos todos, amando e desamando, carneirinhos a espera do corte. A pergunta que faço hoje em dia a respeito do assunto é sobre a possibilidade de amar, casar e separar sem sofrer. Muito me perguntei sobre o mistério da dor do amor. Para tentar entender a dor do amor existem três indagações sobre o amor, ele mesmo. Primeiro. Porque o amor (a paixão) acaba? Infinita enquanto dura, mas não dura. É por esquecimento de si mesmo? Porque, sendo explosão, com tempo se atenua? Porque, tendo dado ao amante sua chance de eternizar-se, não tem mais nada a fazer ali? A segunda indagação vai mais direto ao ponto: Porque dói tanto quando o amor acaba? Porque é tão triste? Porque é inaceitável? Nenhum raciocínio ou vivência autorizou a crença de sua perenidade? Porque afinal nos dilaceramos? Ah, a dor do amor. É mais que uma angústia. É uma febre, uma desidratação. Poucas coisas são tão tristes quanto o fim de um grande amor. Talvez nem o fim da vida seja tão triste. E o que dói? Onde dói? Dói por não ser mais o que era. Dói por tudo que poderia ser, se ainda fosse, mas não será jamais. Dói a perda da paixão, única moeda cósmica que temos a nossa disposição. Porém, acalmemos. Deve haver um motivo objetivo para tanta dor. Examinemos metodicamente uma a uma as perdas. O que se perde quando é perdido um amor? Talvez a moeda cósmica? Não, não deve ser isso. Todos os homens sofrem separações e nem todos se importam com o cosmos. A perda do objeto sexual? Também não deve ser isso. Há muitas Marias para cada João. Qualquer coisa ligada a ciúme de terceiros? Mas há separações que não envolvem terceiros, nem por isso deixam de ser sofridas. Tão pouco são razoáveis as explicações psicológicas, quebra da fantasia, falência de um investimento sentimental ou qualquer coisa desse tipo. Mas também não é isso. Homens maduros, estudiosos, que certamente ultrapassaram esse tipo de acontecimento psicológico também sofrem como cães envenenados. Aprofundemos essa espiral. Talvez o horror da solidão quando convivemos muito com a pessoa amada, perdemos totalmente a noção de como somos sós no mundo. Nossa íntima alegria ou dor é compartilhada, ganhamos um ouvinte interessado e perder isso, convenhamos, é perder muito. Talvez o medo da liberdade, citando Dostoievski, meu caro companheiro desde a adolescência, “Não há nada que o homem deseje mais do que a liberdade, nem nada que lhe seja tão doloroso”. Na terceira indagação sobre o amor pergunto se ele é necessário. Na pesquisa da verdade todas as hipóteses devem ser levantadas, mesmo as deselegantes. Existirá mesmo um grande homem só? Não será um homem um animal ou dois? Como intuía os antigos gregos, um ser cuja biológica natureza verdadeira é ser parte de uma unidade maior, chamada casal. Se a função da hipótese é responder paradoxos, esta é a meritosa, posto que pelo menos explica a dor do amor. Dói porque falta uma parte, tanto quanto doeria se nos arrancassem um braço ou um olho. Quando escrevi o roteiro do filme “Separações” eu tinha farto material a respeito. Tanto retirado da minha vivência quanto daquela dos amigos, mas não conseguia fechar a história. Somente pude fazê-lo quando lembrei da Kubler Roth(Elisabeth Kübler-Ross ) e de suas fases pelas quais obrigatoriamente passa um doente terminal. Quando reparei que elas podiam coincidir com as fases do meu herói ridículo num período de separação, o roteiro ficou resolvido. Somente é possível comparar a separação de dois amantes com a morte de um homem. No filme minha ordem é: a Negação (“Não! Não pode ser! É mentira, ela vai voltar. Foi uma briguinha à tôa.”), a Negociação (“Se ela voltar para mim eu paro de fumar, subo os degraus da Penha, nunca mais vou ser galinha”), a Revolta (“Quero te matar, sua puta!”) e a Aceitação, que é quando se arranja outra namorada. Ou então a mulher volta. Observe que tomei certas liberdades com a Kubler Roth. Inverto a ordem, que é: a Negação, a Revolta, a Negociação, a Depressão e a Aceitação. E dou por subentendida a fase da depressão. Bem, espero que quem não viu possa ver o filme. É muito engraçado ver aquele homem arrastando-se pelo chão, pagando todos os micos possíveis para recuperar a mulher amada. Hoje tenho 72 anos, continuo querendo me separar da Priscilla, e ela de mim naturalmente, posto que somos normais e tenho a impressão que poderíamos fazer isso alegremente sem nenhum ciúme e nenhuma dor. Tenho essa exata impressão e com a mesma convicção que não acredito absolutamente nela. Morro de medo de me separar da Priscilla. Creio, concluindo, que é uma questão genética. Há homens que nasceram para viver sozinhos, e certamente não sou um deles. A verdadeira arte de viver talvez seja tentar ser aquilo que você é. O que evidentemente é muito difícil. Me aguardem no meu próximo filme, é uma espécie de continuação de Separações. Acompanhando o casal, até digamos assim, o fim. Titulo: ‘Inseparáveis’.”

FONTE: http://www.flip.org.br/blog_2009.php e antes, de um email.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Segredo





Aqui, de onde olho, não vejo como você



Aqui, de onde ouço, não ouço como você



Aqui, de onde sinto, não sinto como você






E não é qualquer um que sabe disso...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

CÂNCER - O calvário de Ryke Geerd Hamer

O calvário de Ryke Geerd Hamer

HAMER E A “LEI FERREA DO CANCER”
Ryke Geerd Hamer é um médico alemão o qual, depois de uma experiência traumática (seu filho morreu por consequência de uma ferida provocada por um disparo, ao quanto parece acidental, durante suas férias na ilha do cavalo; a historia e a consequente causa legal contra quem fez o disparo tiveram grande destaque na imprensa, alguns anos atrás) se adoeceu de cancer. Como bom médico procurou, com a intuição de um detective, para entender a causa da sua doença, que obviamente tinha alguma coisa a ver com a triste e oprimente experiência vivida. Hamer chegou desta forma à assim chamada lei férrea do cancer (descrita mais detalhadamente no artigo a seguir), segundo a qual todas as doenças que conhecemos sob o nome de cancer são reagrupáveis e sobretudo são reconduzíveis por experiências definidas por Hamer “experiências choque de conflito”.Estas são experiências às quais não conseguimos fazer frente no plano mental. São fortes e oprimentes e contém um conflito (com si mesmo ou com outros) que não é acessível por uma resolução imediata.O conflito, sempre segundo quanto Hamer documentou com milhares de TAC, “acende” uma fogueira no cérebro da pessoa, a qual a sua vez inicia um “programa de sobrevivência” no curso do qual vemos espontar um tumor, nos apresenta uma leucemia ou ainda, começa um processo de decrescimento como no caso da osteólise (cancer dos óssos).Com a gradual resolução do conflito, o crescimento desaparece (vem reabsorvida), os parâmetros do sangue se normalizarão e o osso “comido” se cicatriza.Claramente uma descoberta deste gênere não é por nada agradável à farmamedicina de hoje, que tira enormes proveitos da pesquisa – pontualmente sem exito – da causa do cancer e dos tratamentos muito custosos com o uso de quimioterapia, bisturi e radiações.De facto, ao invés de aceitar o desafio de Hamer para iniciar uma experimentação para verificar o quanto era afirmado por ele, a ordem dos médicos alemãos tolheram sua habilitação profissional, e pensaram ainda de proibir toda a actividade curativa de Hamer.Um caso gravíssimo e trágico quanto aquele de Ketha (uma menina de Brescia – Itália – que queria seguir a cura de Di Bella) e aquele da pequena Olivia de Vienna, arrancada com o uso da força policial dos seus genitores para ser submetida aos tratamentos farmamedicinais, e que sob os quais morreu. Hamer que havia aconselhado aos pais da menina para agirem diversamente, foi para a cadeia.Outro caso, do qual damos noticia, é “o caso” contra o mesmo Hamer na França, onde a sua terapia não foi considerada idônea pelo tribunal judiciário, diante de mais de trinta pacientes que houveram exito, e que relataram as suas testemunhas durante o processo.


AS CINCO LEIS BIOLÓGICAS E A DOENÇA
As cinco leis biológicas sobre as quais se fundamenta a nova medicina nos mostram os critérios segundo os quais toda doença se gera e se desenvolve contemporaneamente em três níveis: psiquico, cerebral e orgânico.Hamer lhes define leis enquanto verificáveis sempre, em cada paciente que se pega por acaso e em qualquer lugar, afirmando que se elas não encontrassem confirmação ainda que só em dois pacientes em cem, seria da descartar (“clausula que a medicina oficial nunca chama à baila”)
1ª Lei (lei férrea do cancer)Todo cancer, ou doença oncoequivalente, é gerada por um choque extremamente agudo, inesperado, dramático e vivido no isolamento. Não conflitos normais, como aqueles que todos nós temos, mas conflitos inesperados, traumaticos, que não nos deixam o tempo de reagir, aqueles que Hamer chama conflitos biológicos. Ele se verifica contemporâneamente nos três níveis: psiquico, cerebral e orgânico. No instante do choque, isso é, contemporâneamente se localiza no estado psicoemotivo da pessoa, no cérebro(fogueira de Hamer visivel com uma TAC) e no órgão. Até o decurso da doença é síncrono. Se pode seguí-lo contemporanemente nos três níveis supracitados.Para compreender esta sincronia coloquem suas mãos juntas como quando se reza. Depois fechem uma das duas em punho. Esta representa o cérebro, e a outra o corpo. Imaginem agora as duas mãos como se olhassem no espelho, quando se verifica o choque aquilo que acontece em uma acontece também na outra.
1 – as mudanças que se verificam durante a doença acontecem conteporâneamente em três níveis:
2 – conhecendo bem um dos três, será possível determinar exactamente os outros dois, isso significa que no cérebro, através da leitura de um TAC, encontramos seja o fotograma que a filmagem da evolução da doença (um modo de interpretá-la, o método de Hamer, nos faz recordar outros, entre os quais a reflexologia, a iridologia, a auricoloterapia, a massagem local com as mãos e tantos outros, tantos quanto são os microcosmos de um organismo vivente, se é verdade que na mais pequena célula se pode, ou se poderá, ler a história do inteiro macrocosmo que a compreende)
2ª Lei (decurso bifásico das doenças, a condições de chegar à solução do conflito)O choque interrompe o ritmo normal do alternar-se dia/noite (normotonia). Após o choque existe um período de conflito, de stress, em que o tumor é activo (mas frequentemente não se percebe) se dorme pouco e mal, não se tem fome, não se transpira, se urina pouco, se perde peso, pés e mãos são frios (simpaticotonia). Quando para uma razão qualquer, o conflito acaba, segue a fase de reparação chamada ainda de relaxamento, em que se dorme tantíssimo, se transpira muito, se urina muito, se alimenta bem, se readquire peso e se tem pés e mãos quentes (vagotonia) é a este ponto que se percebe a “doença”. No meio desta última fase a vagotonia é interrompida pela chamada crise epileptiforme (infarto, embolia pulmonar e icterícia) que representa a “virada do timão” em direcção à normalidade. Deste momento se a crise epileptiforme vem superada positivamente, o organismo inicia lentamente a retornar ao ritmo normal (normotonia).
3ª Lei (sistema ontogenético dos tumores e das doenças oncoequivalentes)O cancer (e a doença) são uma resposta biológica a uma órdem sensata da natureza. De acordo do tipo de choque sofrido vem interessadas partes do cérebro e relativos órgãos. Cada conflito há um seu preciso conteúdo, que se define no instante do choque. A diversidade deste conteúdo é aquela que determina o acrescimento dos tecidos ou a chaga, a úlcera. Cada órgão é coligado a um bem preciso “relé” no cérebro, no instante do choque este relé se activa e a doença se manifesta conteporâneamente a nível psiquico, cerebral e organico. Na fase activa do conflito (simpaticotonia), o cérebro recente produz necrose ou a úlcera nos tecidos, enquanto o cerebro antigo produz tumores compactos com a proliferação celular. Ao invés, na fase de solução do conflito (vagotonia) sucede o contrátrio, o cérebro recente enche as necroses e as úlceras com o uso de vírus, bactérias, inchaços e produção de cistos) enquanto o cérebro antigo reduz os tumores por necroses (com o uso de fungos e microbactérias).
4ª Lei (sistema dos micróbios condicionado ontogeneticamente)Agora os micróbios assumem a função de eliminação do tumor que, havendo terminado o seu dever, não é mais necessário e então deixou de proliferar. Após a solução do conflito de facto, inicia a fase de reparação, serão fungos e microbactérias que transformarão o tumor em massa necrótica sem mais nenhum desenvolvimento, serão invés os vírus e bactérias que activarão a “cicatrização” das chagas e úlceras.A medicina oficial interpreta esta fase como um agravamento da situação e não como a fase em direcção à cura.
5ª Lei (bom senso biológico)O cancer, a doença, é portanto uma parte de um programa especial, biológico sensato da natureza. Não é (no caso do tumor) um crescimento casual, louco, selvagem de células enlouquecidas, mas sim um processo totalmente compreensível e realmente previsivel que se apoia nos dados da evolução ontogênica
(1).INTERVIR . . . SUAVEMENTE Antigamente se dizia: deixem que a doença faça o seu curso. Segundo Hamer precisa adquirir a lucidez necessária para entender em qual fase se encontra, antes de decidir alguma coisa. Se se adquiriu o conhecimento deste percurso, se servirão interventos clínicos e farmacológicos aptos a atenuar dos sintomas físicos excessívos ou mal tolerados. Intervenir com quimioterapia ou radiações significa interromper, alterar, desequilibrar um percurso biológico, sensato e útil que a natureza estabeleceu que deve ser cumprido até o fim. Vem à luz que terapias suaves como: o ascorbato de potássio, o cloreto de magnésio, os imunoestimulantes atóxicos, o áloe etc., podem dar frequentemente resultados positivos. São terapias que portam ajuda ao organismo afadigado durante o seu percurso biológico e sensato que chamamos doença, que o sustentam sem desequilibrar, sem envenenar, e sem criar pânico excessivo. Se o cancer e a doença são portanto a resposta biológica a uma órdem sensata do cérebro, não existe nenhuma substância cancerígena que o provoca (2), nenhuma célula enlouquecida, nenhuma doença incurável que cria metástase.(3);conhecendo o inteiro decurso da doença e dos seus processos cada um de nós pode ser o director/protagonista da própria doença.
CONSELHOS:
Racionalizar que nada é casual
Entender qual choque deu origem ao tumor
Entender em que fase a doença que se encontra

À luz dos pontos 1) e 2) reflectir sobre quanto seja ainda necessário fazer, e quanto invés, vai absolutamente evitado.1) Ontogênica: a evolução das simples espécies até àquela humana se encontra reproposta na fase embrional. Nós conhecemos no desenvolvimento embional três diferentes folhetos dos quais derivam todos os órgãos: o endoderma (interno), o mesoderma (no meio) e o ectoderma (externo). Cada célula do organismo e cada órgão do corpo se pode reconduzir pela sua formação istológica em um destes três folhetos.Endoderma (e órgãos coligados) têem os seus “relés” no tronco cerebral (a parte mais antiga) do cérebro, em caso de tumor haverão tumores sólidos.Mesoderma (as células do grupo mais antigo) tem o seu relé no cerebelo e (as células do grupo mais recente) no miolo cerebral, em caso de tumor haverão tumores sólidos no primeiro caso e necrose ou buracos no segundo.Ectoderma tem o seu relé na parte mais recente do cérebro, o córtex cerebral; em caso de tumor haverão chagas ulcerosas.2) Substâncias cancerígenas? Segundo Hamer não existe nenhuma prova da existencia de substâncias cancerígenas. As argumentações de apoio a estas teses são:a) não é possível provocar tumores em órgãos nos quais as conexões nervosas com o cérebro foram talhadas (órgãos transplantados)b) as substancias inoculadas nos animais para induzir o cancer não induzem nada se não tem o intervento do cérebro. Estas podem destruir, envenenar mas não induzir o tumor. A experimentação da fumaça do cigarro em cricetideos e ratos confirma tudo isto:- 6.000 cricetideos expostos à fumaça dia e noite por seis anos viveram em média por mais tempo que os seus co-irmãos não submetidos ao tratamento (segundo Hamer porque habitam debaixo da terra, não codificaram no cérebro um sinal de alarme para a fumaça, e portanto não aquisitaram, durante a sua evolução, “o programa especial, biológico e sensato do perigo do fumo”)- para ratos domésticos advém exatamente o contrário. Á mais pequena emissão de fumaça vem tomados pelo medo/panico de morrer e fogem porque, ao longo do seu caminho evolutivo a fumaça aquisitou um sinal de alarme. Podemos dizer que em ratos se pode induzir um carcinoma alveolar no pulmão provocado por um conflito de medo pela morte (e é próprio por estas razões que Hamer considera uma inútil tortura a experimentação em animais que se supõem privos de psique e de emoções!)O mesmo discurso vale para a radioactividade. As radiações destroem as células mas não provocam os tumores. Por quanto refere á alimentação Hamer afirma simplesmente que um organismo bem nutrido é em grado de reagir melhor aos conflitos.3) Metástase : segundo Hamer as metástases são novos conflitos provocados por novos choquesconflituais, provocados, isso é, pelo choque de diagnose e prognose médicas aparentemente imcombatíveis. O paciente em que vem diagnosticado o cancer, vem tomado do pânico do “bruto mal que prolifera em modo anárquico e do qual aparentemente não tem escapatória”, e este “pânico” seria o novo choque á origem daquelas que se chamarão metástases.
Extraído da Nexus New Times ed.Italiana n. 26Referimentos: Comunicato Andromeda n.77/2000Internet:
http://www.multimania.com/biologie/english/booklet/booklet.htm (inglês)


Assistimos à audiência sobre a cura de Hamer em Chambery, na causa contra a liberdade de escolha terapêutica impetrada pela justiça Francesa. Aqui abaixo se encontram as impressões do nosso presidente Vitale Onorato que foi á França para apoiar a luta dos amigos de Hamer.Quem trata o cancer com métodos naturais e além do mais, gratis, vai para a cadeia! Sim, aconteceu a Chambery em 31 de janeiro de 2000 o processo contra as teorías de Hamer sobre o cancer na pessoa de dois dos seus seguidores e assistentes: Sra.Gros e a infermeira Andrée Sixt. Hamer foi condenado na Alemanha, cassado da órdem dos médicos, condenado então pelo exercicio ilegal da profissão, e portanto foi preso.Agora compete à França fazer o papel da perseguição. Cinco advogados da acusação se são alternados com seus discursos que duraram horas (o processo durou das 8:30 às 24:00hs) pedindo a máxima condenação e a publicação desta em todos os jornais franceses. E em caso de absolvição haveria a mesma divulgação da sentença? A sentença foi conhecida no dia 17 de março.Quase uma centena de pessoas proveniêntes de várias nações Européias se espremiam ao ingresso do tribunal, sim de tirar a atenção dos passantes para aquele insólito “batalhão” de gente que obrigou a televisão francesa a mover-se.Uma delegação de cinco pessoas, entre as quais, da Itália, o presidente da “La Leva di Archimede”, foi designada para deslocar-se até o prefeito municipal, o qual recebeu e escutou o quanto eles haviam para dizer. Foi preciso uma tarde inteira para escutar todos os testemunhos a favor das teorías de Hamer. Mais de trinta pessoas, doentes e médicos que narraram sobre suas curas obtidas após terem abandonado a quimioterapia para dirigirem-se aos expertos das teorías de Hamer. Os advogados que falavam em nome da Órdem dos Médicos procuravam fazer de tudo, tentavam de fazer confessar, ás pessoas curadas, que elas foram enganadas e obrigadas a mudar de terapia! E de qualquer forma não lhes consideravam em condições de julgar!! De julgar não se entende bem que coisa, se era oportuno deixar a quimioterapia para ficar com Hamer?Mas por serem, portanto, curados estavam em condições de compreender e julgá-lo! Sem contar que entre estas testemunhas “curadas” mas consideradas incapazes de querer e entender, haviam ainda médicos, que eram doentes e depois se curaram! Havia ainda uma testemunha desfavorável para não dizer suspeita: um policial (não se qualificando imediatamente como tal) dizia que sua mulher (mas seria realmente sua mulher?) morreu apesar de Hamer e estranhamente, desta pessoa morta, havia todas as gravações de seus telefonemas feitos entre ela e a Sra. Sixt.

Vitale Onorato.

FONTE: http://www.laleva.cc/pt/menu.html ( Associação de consumidores pela liberdade de escolha)

Câncer

O que é o câncer?
Lynne McTaggart
Comecei a pensar novamente sobre o câncer e o que significa ser uma vítima da mais complexa e intratável (em termos convencionais) doença de nossos tempos. Nós nos concentramos em agentes ambientais e deficiências nutricionais – que certamente desempenham um papel importante na causa do câncer – mas as formas de tratamento que têm melhor resultado sugerem um tipo de agente causal que é, provavelmente, mais profundo.Câncer é uma crise espiritual. Muitos dos especialistas em câncer, de mente mais aberta — de Ryke-Geerd Hamer a Waltraut Fryda — tomam como postulado que o câncer seja a manifestação física da falta de esperança. Trata-se de alguém que perdeu temporariamente o seu caminho, a sua fé, a confiança de que a cada dia, de todas as maneiras, esteja melhorando aos poucos. Não é de se estranhar que o corpo esteja se consumindo. Equivale biologicamente a um suicídio.Há pouco tempo, conversei longamente com Lothar Hirneise, que dirige a entidade “Pessoas Contra o Câncer” na Alemanha, e fiz perguntas sobre terapias alternativas contra o câncer.Seus comentários foram profundos e instrutivos. Ele ressaltou que o enfoque mais negativo é acreditar que o tumor é a doença e concentrar toda a atenção terapêutica em livrar-se dele. Na maioria dos casos, isso não é necessário, comentou. Na verdade, matar as células cancerosas pode até ser perigoso.“Após anos de pesquisa, cheguei à conclusão que cada tumor é um presente que a maioria dos pacientes não consegue entender”, diz ele. “Um tumor é um sintoma, como dor ou febre, e nos ajuda a sobreviver.”De acordo com Lothar, o câncer é um sinal de alerta — uma demonstração física de que alguma coisa está errada com a vida da vítima do câncer, que algo precisa ser mudado imediatamente. O tumor aparece no lugar de algo muito pior. No entanto, a abordagem convencional é considerar o tumor como um invasor externo e procurar erradicá-lo para que o paciente possa retomar a sua vida de sempre.“A recomendação de um oncologista, para que o paciente viva a sua vida como sempre viveu, é o que há de mais perigoso”, informa Hirneise. Ele também afirma que o câncer não é uma entidade isolada. Cada câncer de mama, assim como cada mulher, é individual — a manifestação de uma crise singular. Após entrevistar centenas de sobreviventes de câncer terminal, Lothar identificou uma analogia importante nos históricos clínicos. Embora alguns tenham mudado a sua alimentação e passado por terapias de desintoxicação, a principal área em comum foi uma grande guinada mental ou espiritual, após uma fase de profunda avaliação emocional e espiritual. A maioria desses pacientes passara por um extenso trabalho espiritual, geralmente com terapeutas especializados, e a maioria via o seu câncer como fator que os fez acordar para a realidade.Hoje, as terapias mais bem sucedidas concentram-se na espiritualidade do paciente, em lugar dos aspectos físicos. Hamer e seus assistentes acreditam que, quando se encontra a fonte do estresse ou trauma emocional, o tumor não será mais necessário e vai desaparecer por sua própria vontade.Os índices de mortalidade atuais sugerem que a medicina precisa reconsiderar não apenas o que provoca o câncer, como também o papel que ele representa na vida do paciente. Longe de ser o inimigo, o câncer é o tipo de amigo de que todos precisamos em uma ou outra fase da vida. O amigo que tem a coragem de levantar um espelho e fazer com que nos miremos nele._____Fonte: What Doctors Don’t Tell You, Vol. 15 nº 4 – julho de 2004



OS CRIMES CONTRA A HUMANIDADEPOR: BURTON GOLDBERG

A verdadeira história do tratamento do cancer nos Estados Unidos da América deveria ser lida como uma imputação sumária no tribunal dos crimes na saúde contra a humanidade. E se as autoridades médicas Americanas foram feitas para ver o custo das vidas humanas nas suas conspirações politico-financeiras?Um dia os adversários da medicina alternativa terão de contar as vidas que foram sacrificadas com as suas oposições.
DEIXE-ME COMPARTILHAR COM VOCÊ UM PENSAMENTO COM O QUAL ACORDEI NUMA MANHÃ. Suponhamos que todos os oponentes da medicina alternativa tenham que responder por todas as mortes de todos os pacientes devido a oposição que eles fizeram aos tratamentos alternativos. Suponhamos que um tribunal para os crimes na saúde contra a humanidade foi reunido nos E.U.A. em algum ponto de um iluminado futuro e aqueles que tinham empurrado e forçado contra a medicina alternativa, negando aos pacientes as informações e o acesso aos tratamentos bem-sucedidos, baratos, seguros e sobretudo atóxicos fossem julgados pelas suas acções? E se as autoridades médicas Americanas foram feitas para ver o custo da vida humana em suas conspirações politico-financeiras?Talvés não é bizarro o pensamento como poderia parecer a voce quando o escuta pela primeira vez. Certamente existem neste século precedentes para grandes tribunais que julgarão as responsabilidades criminosas.Os crimes na saúde que estou referindo não são claramente evidenciados. Eles foram cometidos durante o tempo de paz. As mortes das pessoas eram, na maior parte, nem violentas nem rápidas, embora muitas pessoas morriam miseravelmente, devastadas igualmente pelas doenças e pelos efeitos tóxicos dos tratamentos e dos medicamentos.Milhões de pessoas neste século, morreram de cancer, doenças cardíacas e outras sérias doenças. Elas morreram pelos efeitos tóxicos dos agentes da quimioterapia em seus sangues ou cicatrizes cirúrgicas em seus corpos ou queimaduras da radiação na pele. Victimas “casuais“ na guerra contra o cancer.Obviamente os oponentes dos tratamentos alternativos não são culpados por crimes de guerra. Entretanto, embora muitos fossem provavelmente bem intencionados eles causaram inconscientemente mortes e sofrimento.Deixe-me reconstruir o caso para voce. Sempre, desde a metade do sec XIX, houve uma prolongada luta comercial oculta nos E.U.A. para o controle do mercado médico. Os partecipantes eram proponentes das terapias alternativas (mais conhecidos como homeopatas e herboristas) contra os proponentes da convencional medicina quimica.Actualmente como as doenças crônicas e degenerativas (tais como o cancer) e as disfunções imunológicas ( tais como AIDS) são muito prevalentes, a medicina convencional poderia ainda assim politicamente controlar o mercado, mas ela tem muito pouco valor no sucesso terapéutico.Suas conexões políticas e a máquina da propaganda são coligadas às agências de regulamentação governamentais e as indústrias farmacéuticas, com seus “caça-charlatões“ com as faces carrancudas que operam para manter o público, o tanto quanto possível, distraidos para as alternativas que verdadeiramente funcionam.Em muitos casos, eles impedem forçosamente que sejam usados tratamentos da medicina alternativa para as doenças que ameaçam as nossas vidas. As companhias de seguros não reembolsarão e os pioneiros doutores alternativos serão atormentados, marginalizados processados e irão à falência. As pessoas acabam sofrendo ou morrendo por que não tem acesso aos efectivos tratamentos alternativos. Este é especial e tragicamente o caso no campo do cancer.A verdadeira história do tratamento do cancer nos E.U.A. deveria ser lida como a acusa sumária no tribunal dos crimes na saúde contra a humanidade. Organizações públicas e privadas deveriam trabalhar dia e noite para fornecer tratamentos salva vidas para pacientes com cancer.E ao ínvés eles dedicaram seus consideráveis meios econômicos e seus efectivos para opor-se a estas medidas, assegurando-se deste modo que a maioria dos pacientes de cancer estejam “encurralados“ em seus tratamentos com altos custos mas inefectivos. Todos eles tem ajudado a guerra contra as curas do cancer e todos eles deveriam ser considerados responsáveis, publicamente, pelo número de mortes que isto provocou.Todos os profissionais oponentes das medicinas alternativas continuam com suas acções pressupondo que eles não devem responder por isto. Muitos acreditam que fazem um trabalho honesto como doutores ou administradores. O facto que sua submissão a um sistema médico tóxico de custo ineficaz e desnecessário e que custa vidas é porque provavelmente não sucede a eles. Necessita, entretanto, agir urgentemente.Sem dúvidas a idéia que eles poderiam, um dia ter de justificar suas acções nunca surge em seus pensamentos. Apesar de tudo, em suas visões eles são os fornecedores convencionais da aceitada pratica médica. Eles agem como se suas politicas contra a medicina alternativa e suas inovações curadoras fossem baseadas na ciência e terapéuticas, mas na verdade são baseados em lucros e economias. Os cuidados com a saúde actualmente nos E.U.A. é um pote de mel de bem $ 1 trilhão de dolares/ano, e estas agências e grupos querem ele integralmente. Sua vida ou morte é coisa secundária para eles nesta guerra capitalista para aumentar os lucros.A razão pela qual os tratamentos alternativos do cancer ainda não são a via principal tem pouco a ver com a alegada ineficaz terapéutica mas muito mais com a politica de controle do mercado das terapias. A politica do cancer tem uma influencia cancelatória na ciência do cancer e, finalmente, no que o público pensa e acredita sobre o cancer e no que se pode esperar como opções de tratamento.É a estrutura da instituição do cancer que controla eficazmente a forma e o sentido da prevenção, diagnóstico e o tratamento do cancer. O campo dos cuidados do cancer nos E.U.A. é organizado em torno a um monopólio médico que assegura um contínuo fluxo de dinheiro às companhias farmacéuticas, sociedades de tecnologia médica, institutos de pesquisa e agencias governamentais.Se pudessemos contar todos os homens, mulheres e crianças que morreram de cancer neste século, quantos milhões seriam? Quantas destas mortes poderiam ter sido evitadas se tivessem recebido tratamentos atóxicos ao invés da quimioterapia, radiações ou cirurgias? Quantas destas mortes poderíamos atribuir à manipulação política da medicina convencional a favor da preservação da sua parte do mercado médico, corrompendo o público em acreditar que seus interesses são terapéuticos e não econômicos?Naturalmente nós nunca saberemos a resposta, mas eu peço, contemplem esta imagem com compaixão, coragem e discernimento político. A este ponto o que eu estou pedindo é meramente um exercicio em avaliação moral, mas eu asseguro que um dia isto não será mais um exercicio; serão contas reais.Este artigo foi publicato originariamente na revista Medicina Alternativa e no site
www.alternativemedicine.com , um site estabelecido por Burton Goldberg, autor deste artigo.


FONTE: http://www.laleva.cc/pt/menu.html (Associação de consumidores pela liberdade de escolha)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nunca se esqueça de seu mestre

Ele tem a espontaneidade, a leveza e o pique para tudo que você quer fazer e não vem fazendo
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sábado, 21 de março de 2009

Mais partes de livros, mais informação importante que circula pouco: Pedófilos: Lobos em pele de cordeiro

Penso que nem é coincidência este post aqui ter relação com aquele outro que já foi postado aqui. Era sobre o Trauma e como seu estudo caminha ao longo do tempo vinculado à sociedade em que está e dependente do interesse das forças políticas e sociais da época em que se estiver. Olhando mais atentamente a ocorrência desse horror que é a pedofilia é muito mais antigo do que você possa imaginar. É uma questão complexa, social, antropológica, transgeracional e difícil de se discutir e conscientizar as pessoas apesar de ser muito mais comum do que se percebe. É mais ou menos como eu te dizer que o planeta está com os séculos contados ou dias. Até que algum tema dessa natureza venha (tomara que nunca) com a força de tirar o chão sobre os nossos pés, aconselho você a ser mais desconfiado, mais atento com as pessoas que convivem dia a dia com você e seus filhos mais novos. Em tempo: A internet ,parece, veio como uma ferramenta facilitadora da difusão e aliciamento das crianças, portanto cuidado com a autonomia que costuma dar aos seus filhos no uso do computador no quesito navegar na internet.

Vão aí para você ler e tomar consciência: um prefácio do livro de Anna Salter PH. D. e outro excerto do livro de Chistiane Sanderson PH. D.





"... PREFÁCIO

Começo este prefácio da forma como o encerro: Obrigado, Anna Salter, por lançar sua luz plena de conhecimento sobre o abuso sexual enquanto a maioria das pessoas acha mais fácil desviar o olhar ou mesmo negar que ele existe. É mais fácil, para a maioria dos pais, entrelaçar as mãos se preocupando com o abusador desconhecido que pode estar vagando pela vizinhança, que aceitar que alguém que convidaram para sua casa está abusando sexualmente de seu filho ou filha - ainda que a maioria dos abusos sexuais seja cometida por alguém que a família conhece.

Tão difícil quanto aceitar a idéia de que um vizinho ou amigo da família a quem se quer bem possa estar abusando sexualmente de uma criança, é imaginar que quem faz isso é alguém dentro de sua própria família. É fácil substituir esse pensamento indesejado por um outro mais reconfortante, do tipo: "Na minha família, não".

No entanto, como uma a cada três garotas e um a cada seis meninos terão contato sexual com um adulto, isso deve estar ocorrendo na família de alguém. Onde quer que o abuso sexual ocorra, há pais ou pessoas encarregadas de cuidar da criança, incapazes de perceber o que ocorre e presenciando a atuação que precede o crime, escolhendo não enxergar claramente como os predadores convencem as crianças a acreditar neles. Pais ingênuos, com frequência, são co-conspiradores inconscientes em casos de abuso sexual, elaborando teorias para explicar o surgimento de distúrbios do sono, problemas na alimentação da criança ou um medo súbito em relação àquele mesmo adulto de quem ela gostava tanto há apenas uma semana.

Se uma discussão requer a exploração de verdades desagradáveis, alguns pais tentarão se esquivar: "Falar dessas coisas só vai atraí-las", ou "Sim, eu sei tudo sobre esse negócio; dá para falarmos de um assunto mais agradável?". No entanto, se pressionados, eles vão acabar por reconhecer os riscos, percebendo que dar a impressão que sabem é, com frequência, a melhor defesa contra um conhecimento indesejado. Esses pais não são estúpidos - pelo contrário, há uma inteligência nas maneiras criativas com que excluem seus filhos da discussão. "Você está muito certo", eles dizem: "O abuso sexual é um sério problema, em especial para os que estão no início da adolescência. Graças a Deus que os meus ainda não chegaram a essa idade".
Lamento, diz a realidade, mas a idade mais comum em que o abuso sexual começa é aos três anos.
"Bem, é claro, se você tem homossexuais por perto de crianças pequenas, existe um risco."
Lamento, diz a realidade, mas a maioria dos abusos sexuais é cometida por heterosessxuais do sexo masculino.
"Sim, mas esse tipo de pervertido não vive em nossa vizinhança".
Lamento, diz a realidade, mas esse tipo de pervertido está vivendo em nossa vizinhança. O Departamento de Justiça considera que, em média, há um abusador de crianças por milha quadrada nos Estados Unidos.
"Bem, pelos menos a polícia sabe quem são essas pessoas".
Provavelmente não, diz a realidade, já que em média os abusadores de crianças vitimam entre 50 e 150 crianças antes que sejam presos pela primeira vez (e muitas depois que eles o são).
Quando as defesas contra a realidade são descartadas, alguns pais mudam para a resignação, literalmente renunciando sua responsabilidade: "Bem, de qualquer forma, não há nada que se possa fazer a respeito". Esse fatalismo mal colocado realmente torna-se fatal para algumas crianças.
Outro refrão comum expresso pelos que negam os perigos do abuso sexual é: "Bem, as crianças têm uma grande capacidade de recuperação. Quando coisas ruins acontecem, elas superam isso".
De jeito nenhum, diz a realidade. As crianças não se recuperam. Elas ajustam, conciliam, reprimem e por vezes aceitam, seguem adiante, mas elas não se recuperam.
Se pareço ser duro com a negação, é porque tenho minhas razões, razões que me fazem ser grato ao fato de que as páginas de Predadores contêm um antídoto para a negação: informações bem pesquisadas e apresentadas de maneira clara. Aprendemos com Anna Salter que o agressor sexual também está em negação, que ele é um criminoso que escolhe ficar na estrada na qual se encontra, mesmo quando está claro para ele aonde essa estrada irá levá-lo. Salter entrevistou um número suficiente de agressores sexuais para descobrir a mais alarmante verdade: muitos se sentem indicados para cada prêmio predatório que possam ganhar simplesmente não se importam com custo para os outros. Eles são, numa palavra, cruéis.
E, virtualmente, para cada crueldade feita a uma criança, há uma platéia de pessoas que se negam a ver os sinais e rapidamente fecham o olhos.
A solução para a violência sexual na América não são mais leis, mais armas, mais polícia ou mais prisões. A solução para a violência sexual é a aceitação da realidade.
Uma das realidades mais duras é que os predadores sexuais são surpreendentemente eficazes em conquistar o controle sobre suas vítimas.
Há dois tipos básicos de predadores, o predador pela força e o predador pela persuasão. O primeiro avança como um urso, inequivocamente envolvido com seu ataque. Por causa disso, ele não pode bater em retirada facilmente e dizer que se trata apenas de um mal-entendido. Em consequência, ataca só quando tem certeza de que irá levar a melhor.
Um agressor muito mais comum é o predador pela persuasão. Esse tipo de criminoso procura uma vítima vulnerável, alguém que lhe permitirá ficar no controle. Como um tubarão cercando uma presa em potencial, o predador pela persuasão se aproxima lentamente e observa como as pessoas reagem a seus avanços. Ele começa um diálogo e, a cada resposta favorável que desperta, fecha mais o cerco. Faz um pequeno investimento inicial, uma estratégia de baixo risco que lhe permite testar as águas e seguir adiante sem ninguém perceber se as coisas não caminham direito. Ele é um covarde, astucioso, mas ainda assim um covarde.
A seleção das vítimas do predador pode ser tão complexa e inexplicável como atração sexual é para os adultos, com uma importante distinção: para a maioria dos pedófilos, a vulnerabilidade é, em si, estimulante. Tal como ocorre com os animais, os predadores humanos têm de separar seus alvos do rebanho. Tirar as crianças dos pais é algo que raramente fazem pela força; os pequenos não são roubados sob a mira de uma arma. Eles são levados por meio de uma forma de sedução, que visa não à paixão, mas a confiança - sua ou de seu filho. A confiança mal direcionada é o recurso mais poderoso do predador e podemos decidir dá-la ou não a ele.
A confiança mal posicionada pode ter terríveis consequências. Adicionalmente ao que em geral consideramos abuso sexual, as crianças são vítimas de estupro com muito mais frequência do que a maioria de nós jamais imaginou. O Departamento de Estatísticas Judiciais dos EUA relata que um total de 15% de vítimas de estupro estão abaixo dos 12 anos de idade.
Uma mãe chamada Carla me contou que levou a filha de seis anos de idade para um pequeno playground cercado no parque local. A maioria das crianças lá estava acompanhada pelo pai ou pela mãe, algumas por babás, uma por um avô. Após certo tempo, Carla tinha intuitivamente relacionado cada criança com a pessoa que estava tomando conta dela. Num caso, era porque eles se pareciam entre si; em outro, ela viu uma criança sair correndo e dizer alguma coisa a um adulto. Ela ouviu um homem gritar uma palavra de estímulo para um garoto que estava hesitante no alto de um escorregador. Logo ela tinha identificado cada adulto no playground, mas houve um homem de quem ela não gostou.
Ele estava sentando num banco observando as crianças brincarem, mas não estava concentrado em nenhuma criança em particular. Não carregava nada consigo, enquanto a maioria dos adultos tinha alguma coisa na qual estavam de olho: uma boneca, um brinquedo, um carrinho de bebê com um cobertor sobre o assento. Quando Carla viu o homem deixar o playground, ela pensou: Eu não confio nele. O que será que ele estava fazendo aqui? Estou feliz que ele tenha ido embora. Vou ficar atenta a ele no futuro. Ele me pareceu um abusador de crianças.
Parecia um abusador de crianças? Baseado em quê? Alguém poderia considerar isso uma condenação ultrajante e imerecida, uma discriminação tão intolerante que seria ilegal em qualquer outro contexto. Quando o homem voltou ao playground alguns minutos depois e Carla viu o filho dele correr e abraçá-lo (ela erradamente associara aquele garoto a um outro adulto), ela rapidamente perdoou seu próprio preconceito. Afinal de contas, disse-me ela depois, "eu só estava protegendo minha filha".
Perguntei se ela tinha se sentido mal por ter acusado falsamente o homem em seu pensamento. De forma alguma. A experiência fez com que ela se tornasse relutante em julgar alguém apressadamente no futuro? De forma alguma. Mesmo que no final ele tenha visto que ele era apenas um outro pai, ela tinha lamentado sua suspeita? De forma alguma.
Depois de elogiar sua auto confiança, comentei: "Para realmente proteger sua filha, você precisaria ter a mesma disposição para alimentar suspeitas em relação a pessoas que você conhece".
"Não é assim tão fácil", Carla respondeu, "porque nesse caso eu me sentiria terrivelmente culpada".
Essa espécie de culpa mal colocada é problemática porque uma criança é muito mais vulnerável a alguém que a família conhece que a um estranho. E Carla, como qualquer mãe ou pai, é muito mais resistente a suspeitar de alguém que ele conhece. As pessoas de quem nós voluntariamente suspeitamos são inerentemente menos perigosas que aquelas de quem nos recusamos suspeitar. Tendemos a suprimir pensamentos censuráveis sobre nossos amigos, mas a melhor maneira de banir um pensamento é examiná-lo por completo. De fato, tratamos nossos amigos com mais respeito e nossa crianças com mais amor quando estamos desejando cogitar - e, esperançosamente, rejeitar - a possibilidade de que pessoas próximas a nós possam ser capazes de praticar abuso sexual.
Minha opinião é que você não tem de desconfiar de um homem ou um adolescente simplesmente porque ele tem acesso a seus filhos, mas que você precisa estar predisposto a confiar em sua intuição quando suspeita de algo. Acima de tudo, encorajo os pais a fazer escolhas demoradas e cuidadosas em relação às pessoas que incluem na vida de seus filhos - e escolhas rápidas sobre as pessoas que escluem. É uma característica de nossa espécie que alguns adultos do sexo masculino abusam de crianças. Esperar que esse homens em particular pareçam claramente diferentes de todos os outros tem comprovado ser uma estratégia ineficaz para prevenir abusos sexuais. Popular, mas ineficaz.
Quando se trata de segurança da criança, concluí que a diferença primeira entre pais e especialistas é que os pais dizem "Eu acho" com mais frequência - como na frase "Eu acho que esses abusadores vagueiam em lugares frequentados por crianças". E os pais finalizam sua afirmações com perguntas indutoras: "Crianças são menos vulneráveis em pares, certo?" Tendo em vista que as informações permanecem praticamente as mesmas, não importa quem as ofereça, mostro, sempre que possível, que o que as pessoas acham que pode ser a resposta é, de fato, exatamente o que em geral acaba sendo. Lembro o caso de uma mãe que me perguntou como identificar os sentimentos de abuso sexual infantil.
Respondi com uma pergunta: "Quais você acha que são os sinais?".
"Eu não sei."
"Se você pudesse saber a resposta, qual acha que ela seria?" (Isso quase sempre sussita uma resposta vinda exatamente da pessoa que acabou de dizer que não sabia.)
"Bem, acho que problemas de sono. Talvez as mudanças de comportamento da criança ... Mas, fora isso, não sei nada."
"Você quer dizer que, além de saber, você não sabe?"
"Eu não sei."
"Se você pudesse saber, que outros sinais poderia haver?"
"Agir de uma forma meio sexual com outras crianças? Fazer desenhos relativos a sexo? Fazer coisas sexuais? Eu não sei."
Certo em todos os pontos, é claro. Se você acrescentar hiparatividade, medo de ficar sozinho com certos adultos, interesse incomum e exagerado pelo corpo das pessoas, uso de uma quantidade excessiva de roupas, você terá vários sinais comportamentais mais comuns.
Muitas vezes o corpo de uma criança irá dizer claramente o que aconteceu, e essas dicas são mais difíceis de passarem despercebidas. Esta lista conta a história de uma forma tão dura que lê-la vai magoar seu coração:
* Dores de estômago e problemas digestivos;
* Dificuldades para caminhar ou sentar;
* Roupas de baixo rasgadas, manchadas ou com marcas de sangue;
* Sangue na urina ou nas fezes;
* Contusões genitais inexplicadas;
* Doenças sexualmente transmissíveis;
* Gravidez.
Listas como essas contribuem para fazer deste um tópico sobre o qual ninguém realmente quer pensar a respeito. Consequentemente, muitos poucos pais costumam pensar sobre isso, enquanto muitos predadores aperfeiçoam suas abilidades.
Além da negação de alguns pais, os predadores são ajudados por diversos fatores sociais em evolução. Muitas mães trabalham, portanto muitas crianças passam seus dias em creches. Os divórcios estão aumentando e o crescente número de novos casamentos significa mais abuso sexual por padrastos no lar. Pesquisas mostraram que há muito mais probabilidade de namorados ou padrastos abusarem de uma criança do que o pai biológico. Crimes sexuais contra crianças tembém aumentam à medida que as vítimas de abuso crescem e se tornam elas próprias abusadores. Finalmente, considerando-se que a maioria dos predadores abusa de muitas crianças, o número de vítimas cresce exponencialmente.
Predadores fornece aos pais e educadores o melhor tipo defesa contra agressores sexuais: o conhecimento. No interesse de todas as crianças e adultos que, por causa deste livro, nunca irão se tornar vítimas de forma alguma, eu gostaria de dizer: "Obrigado, Anna Salter".


Gavin Backer ..."



Excertos do livro ABUSO SEXUAL EM CRIANÇAS-FORTALECENDO PAIS E PROFESSORES PARA PROTEGER CRIANÇAS DE ABUSOS SEXUAIS, de Chistiane Sanderson. Um livro que pelo menos toda escola deveria ter para que os professores pudessem ter condição de perceber e tomar atitudes para disparar processos que desvelem e mudem de direção vidas de grande dor.

..." Quem são os perpetradores do abuso sexual em crianças?
O pedófilo pode ser qualquer pessoa - homens ou mulheres, adultos ou crianças mais velhas. Pode ser um dos pais, um parente, um vizinho, um amigo de família, um professor ou médico. Em muitos aspectos, abusadores sexuais de crianças são pessoas comuns que as crianças encontram em sua vida cotidiana. Eles provêm de quaisquer antecedentes sociais, raciais ou religiosos e, muitas vezes, são membros bem respeitados da sociedade e da comunidade. Eles mantêm empregos, praticam esportes, têm amigos e são vistos como pessoas "simpáticas". Embora a maioria dos pedófilos se encaixe nesses parâmetros, alguns podem não se encaixar.
Dados se pesquisa sobre perpetradores do abuso sexual em crianças variam enormemente, uma vez que a maioria (90%) permanece não detectada. Estudos iniciais mostravam que entre 91% e 97% do perpetradores eram homens. No entanto, pesquisas mais recentes descobriram que entre 20% e 25% dos abusadores sexuais de crianças eram mulheres. Há certa controvérsia em torno disso, pois muitas feministas acreditam que a maioria das abusadoras pratica o abuso porque são forçadas ou coagidas a esses atos por seur parceiros homens. A pesquisa atual não confirma esse fato (Saradjian, 1996). Alguns homens podem ter forçado inicialmente algumas mulheres a praticar o abuso, mas muitas o fazem de maneira independente ou tomam a iniciativa do abuso sexual. ..."
..."Não podemos mais nos permitir negar a natureza obscura do abuso sexual em crianças ou enganar a nós mesmos quanto a isso. Apesar de as estatísticas do Ministério do Interior (2003) mostrarem que atualmente há 21.413 criminosos sexuais no Registro de Criminosos Sexuais (do Reino Unido), que vivem em comunidades, essa não é uma indicação verdadeira do número de pedófilos condenados. McVean (2003) afirma que há 110 mil pedófilos condenados fora do registro, porém o número mais preciso e verdadeiro pode chegar a 250 mil. A verdade preocupante é que não sabemos quem é a maioria dos abusadores sexuais de crianças porque o abuso ocorre às escondidas. Dado que a maioria dos pedófilos não foi exposta, condenada e colocada no Registro de Criminosos Sexuais, é preciso se perguntar quão útil é esse registro. Esse registro pode até fornecer algum conforto para pais e para aqueles envolvidos com a proteção à criança, mas é evidente que ele não inclui todos os pedófilos.
Por esse motivo, se quisermos realmente proteger nossas crianças, igual atenção deve ser dada aos pedófilos ainda desconhecidos, cujos crimes sexuais nem foram descobertos. Pode-se argumentar, de maneira razoável, que o perigo da pedofilia desconhecida é muito maior do que o da pedofilia daqueles que já estão no Registro de Criminosos Sexuais. Contar apenas com esse registro e concentrar a atenção apenas naqueles pedófilos mais conhecidos da polícia é ignorar a realidade do abuso sexual em crianças no dia-a-dia. Pais, professores e adultos responsáveis precisam estar alerta aos pedófilos ainda desconhecidos na comunidade se quiserem de fato proteger todas as crianças do abuso sexual...."
..."Embora existam diferentes tipos de pedófilos, há, entre eles, muitos pontos em comum. A maioria deles mostra muita habilidade em idenficar vítimas vulneráveis, que são escolhidas como alvo. Essa habilidade é até certo ponto intuitiva, mas também vem da prática e da experiência. Eles têm facilidade em identificar-se com crianças, mais do que muitos adultos, e, ainda, têm um interesse excessivo em crianças - embora isso nem sempre seja manifestado de maneira evidente. Eles podem buscar ativamente empregos nos quais tenham contato frequente e regular com crianças. As profissões escolhidas podem incluir professores, funcionários de orfanato ou creches, babás, monitores de acampamentos ou motoristas de ônibus escolares. Eles também podem estar envolvidos em trabalhos especializados nos quais tenham acesso a crianças, como médicos, dentistas, líderes religiosos, assistentes sociais, policiais, treinadores de esporte, líderes de escoteiros ou integrantes de clubes para jovens, palhaços, mágicos ou fotógrafos especializados em fotografia infantil.
É comum abusadores sexuais de crianças se reunirem em lugares frequentados por elas, como lojas de brinquedos ou de roupas infanto-juvenis, parques, campos de esporte, piscinas, shopping centers ou parques temáticos. Eles, em geral, são vistos como "gentis" para as crianças e gostam de entretê-las, organizar festas infantis, levá-las a passeios ou mesmo em curtas viagens no final de semana. Têm uma enorme capacidade de atrair crianças e, em muitos aspectos, são como "flautistas de Hamelin". Eles fazem de tudo para ficar a sós com as crianças, sugerindo que os adultos saiam para se divertir tranquilos enquanto eles cuidam de seus filhos.
A maioria do pedófilos é habilidosa em manipular crianças e usar técnicas de sedução poderosas, incluindo psicologia infantil e de grupo, as quais envolvem competição entre colegas, pressão e técnicas motivacionais, bem como ameaças e chantagens. Uma técnica comum para seduzir a criança é dar a ela uma atenção "especial" ou adicional. Eles seduzem a criança tornando-se amigos dela, prestando-lhe uma atenção especial, conversando com ela e ouvindo-a falar sobre as preocupações ou interesses que possa ter. Eles gostam de passar o tempo com a criança e são sempre atenciosos e afetuosos. Podem, aida, dar um tratamento preferencial à criança, comprar-lhe presentes ou satisfazer uma necessidade particular dela. Esses comportamentos são todos projetados para isolar a criança dos colegas, o que tornará o abuso sexual mais fáci.
Os pedófilos compartilham passatempos e interesses ligados às crianças. Eles podem colecionar brinquedos ou bonecas e montar peças, modelos de aviões ou navios-todos projetados para atrair as crianças para junto deles. Com frequência, conhecem os jogos de computador, música, vídeos e filmes mais recentes nos quais as crianças estão interessadas. Também conhecem a linguagem e a gíria atual que as crianças usam e parecem gostar da mesma comida, bebida, decoração de interiores e roupas. Eles se apresentam como sendo amigáveis para a criança, de maneira que essa comece a vê-los como um amigo mais velho, com quem possa conversar e passar bons momentos...."

..." O processo de aliciamento
Ao aliciar uma criança e sua família, os pedófilos demonstram ter muita paciência, mesmo quando esse processo dura semanas, meses e até anos. O processo de aliciamento é uma forma sutil de manipulação de ou sedução emocional, que se baseia em laços de amizade e intimidade que vão sendo construídos com a criança e com os pais dela. Os pedófilos investem uma quantidade considerável de energia e tempo para desenvolver habilidades associadas à manipulação, pois, quanto melhores forem em aliciar, mais acessíveis serão as crianças e menores as chances de ser descobertos. Eles são muito hábeis em enganar as pessoas e melhoram suas habilidades com a prática e a troca de conhecimentos com outros pedófilos.
Lembre-se de que os pedófilos são predadores sexuais disfarçados de homens gentis, ou seja, lobos em pele de cordeiro. Eles têm o maior interesse em parecer normais e simpáticos e, então, se misturam ao contexto para evitar suspeitas. Como Ray Wyre nos lembra: "Monstros não se aproximam de crianças; homens gentis, sim...", os pedófilos precisam esconder o qu realmente são - predadores, dissimulados, enganadores, manipuladores, metódicos e controladores. Para esconder tudo isso, eles lançam mão de uma gama de habilidades a fim de obterem sucesso em aliciar crianças e pais e ainda evitarem ser descobertos. Para aliciar as crianças, os pedófilos fingem ser:
*charmosos;
*simpáticos;
*compreensivos;
*úteis;
*generosos com tempo, dinheiro, presentes e agrados;
*atenciosos;
*afetivos;
*disponíveis emocionalmente; e
*voltados para crianças e amigáveis com elas. ..."

..." O aliciamento dos pais
Muita ênfase tem sido dada à maneira como os pedófilos escolhem e aliciam crianças, e pouca atenção tem sido dirigida ao modo como os pais são aliciados pelo pedófilo para poder ter acesso aos filhos. Está claro, a partir de dados estatísticos, que não é mais suficiente advertir as crianças sobre "o perigo do estranho", uma vez que a maioria dos ASC (87%) é cometida por alguém "conhecido" da criança. Na maioria dos casos, os pais e os professores também os conhecem. Como descrito no Capítulo 4, os abusadores sexuais de crianças são, em geral, membros da comunidade local, e não necessarimente forasteiros.
Eles podem ser membros da família nuclear ou da família ampliada da criança, podem ser vizinhos, conhecidos, figuras de respeitada autoridade na vida da criança - como professores ou funcionários da escola, professores de música ou treinadores esportivos, líderes de grupos de jovens, pessoas que cuidam de crianças ou estão envolvidas em sua atividades locais. Em geral, os pedófilos são atraídos para lugares, profissões e atividades que lhes permitem ter fácil acesso às crianças. Ao estarem perto de crianças e envolvidos em uma variedade de atividades com elas, eles passam a impressão de que são seus "conhecidos". ..."
..." Quando a primeira atividade sexual abusiva ocorrer, tanto os pais quanto a criança terão "caído" por completo na fraude do abusador, sem terem a mínima idéia de sua intenção de abusar sexualmente da criança. Então, a confiança e a amizade estão de tal forma misturadas que, ao descobrirem o problema, muitos pais reagem com um forte sentimento de choque, surpresa ou descrença. Mesmo na presença de provas inquestionáveis, ainda acham difícil acreditar e não conseguem entender como chegaram a esse ponto. Eles podem ficar arrasados sentindo-se culpados por não terem percebido que estavam sendo ludibriados e iludidos.
Assim, os pais são igualmente vulneráveis a serem aliciados e manipulados por abusadores sexuais de crianças, com pouca percepção do que está acontecendo. Então, como os pais podem saber que alguém que conhecem e em quem confiam não têm motivações dissimuladas ou intenções de abusar sexualmente de seu filho ou de sua filha? Não há respostas ou soluções simples para isso, a não ser a percepção da forma como interagem com seu filho ou sua filha, especialmente quando não há adultos por perto, e um diálogo aberto com seus filhos sobre o tempo que passam com esse amigo especial. ..."


23/12/2009 - 09h10



Pais fingem ser criança em armadilha para pedófilo na internet


da BBC Brasil






Um casal britânico se fez passar pela filha de 11 anos no site de relacionamentos Facebook para apanhar um pedófilo que a estava preparando para fazer sexo.






Os pais assumiram o perfil da menina e, depois de tentarem marcar encontros com Thomas Gibbs, 52, entregaram as provas à polícia. Gibbs admitiu suas intenções e foi condenado a 16 meses de prisão.






Os promotores disseram durante o julgamento em um tribunal na cidade britânica de Oxford que os pais ficaram preocupados ao notar que a filha passava muito tempo usando a internet.






De acordo com a promotora Jennifer Edwards, a mãe da menina ficou mais desconfiada quando viu a filha se comunicando pela internet com outro usuário do Facebook. Ela decidiu se fazer passar pela filha e viu que Gibbs tinha feito um comentário sobre a foto da menina e dito que queria beijá-la.






Gibbs também havia escrito no perfil da menina na internet "Eu gosto de você de verdade" e "Eu quero me encontrar com você".






"Ela olhou por cima do ombro da menina e percebeu imediatamente que ela estava se comunicando com Gibbs", disse Edwards.






A mulher alertou o marido e a polícia e o casal começaram a se fazer passar pela filha.






"O contato continuou durante a semana seguinte", disse a promotora. "Cada vez que a filha ia ao computador, Gibbs estava pronto, querendo responder."






Recolhendo provas






Quando Gibbs pediu para se encontrar com a menina pela primeira vez, os pais marcaram o local e ficaram olhando de longe, recolhendo provas, mas não se identificaram. Na segunda tentativa de encontro Gibbs foi preso.






O advogado de defesa, Mark Dixon, disse que Gibbs nunca falou em sexo durante as conversas pela internet. Mas ele admitiu que a comunicação "atormentou a família, admitiu responsabilidade e culpa por isso".






O nome de Thomas Gibbs também ficará no registro oficial de pedófilos por cinco anos.






Depois do julgamento, a mãe da menina disse: "Isto me deixa mais preocupada com o Facebook e os pais deveriam estar cientes do que os filhos estão fazendo na internet."






Os operadores do site Facebook disseram em uma nota que a segurança dos usuários é uma prioridade. "Nós encorajamos vigorosamente todos os usuários do Facebook a nos alertarem para pessoas suspeitas e conteúdo inapropriado quando encontrarem isso no site. Nós temos uma equipe que investiga esse tipo de queixa e comentários dos usuários", afirmou um porta-voz.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u670418.shtml
FOLHAONLINE 23/122009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Uma pergunta?




Quanto amor você consegue expressar/transmitir com um pequeno beijo?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Eu, Ego, Tu, Eles, Nós, Vós sois mais do que ...



Palavras



Par larvas



Eu



Você



Par Larvas não faz sentido, palavras não trasmitem o sentido todo, ou enganam, ou escancaram...



De pende do que você quer, gosta ou gostaria de ouvir.



E o que realmente foi dito? Você ouviu, entendeu?
Não, não, não se pre ocupe com o que lê agora. O culpe-se onde precisa.
"Em terra de cego quem tem um olho é rei"
Em terra de surdo quem tem um ouvido é solitário

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

FORMADOR DE OPINIÃO

Não sei se você pensa ou se preocupa com isso: educação, valores, crenças, trabalho,oportunidades, informação.
Eu penso.

Revista Veja, 01 de outubro de 2008.



Lya Luft Somos um país de analfabetos

'A verdadeira democracia tem de oferecer a todos o direito de saber ler e escrever, pensar, questionar e escolher'




Segundo pesquisa do confiável IBGE, estamos num vergonhoso lugar entre os países da América Latina, no que diz respeito à alfabetização. O que nos faltou e tanto nos falta ainda? Posso dizer que tem sobrado ufanismo. Não somos os melhores, não somos invulneráveis, somos um país emergente, com riquezas ainda nem descobertas, outras mal administradas. Somos um povo resistente e forte, capaz de uma alegria e fraternidade que as quadrilhas, o narcotráfico e a assustadora violência atuais não diminuem. Um povo com uma rara capacidade de improvisação positiva, esperança e honradez.




Ilustração Atômica Studio




O sonho de morar fora daqui para escapar não vale. Na velha e sisuda Europa não há um sol como este. Recordo meu espanto na primeira estada por lá, num verão, vendo o sol oblíquo e pálido. Lá não se ri, não se abraça como aqui. Eles trabalham mais e ganham mais, é verdade. A pobreza por lá é menos pobre porque, se fosse miserável, morreriam todos de frio na primeira nevasca. O salário-desemprego é tão bom que, infelizmente, muitos decidem viver só com ele: o mercado de trabalho lá também é cruel, e com os estrangeiros, nem se fala. Em muitas coisas somos muito melhores.Mas somos um país analfabeto. Alfabetizado não é, já disse e escrevo freqüentemente, aquele que assina seu nome, mas quem assina um documento que leu e compreendeu. A verdadeira democracia tem de oferecer a todos esse direito, pois ler e escrever, como pensar, questionar e escolher, é um direito. É questão de dignidade. Quando eu era professora universitária, na década de 70, já recebíamos nas faculdades vários alunos que mal conseguiam escrever uma frase e expor um pensamento claro. 'Eu sei, mas não sei dizer nem escrever isso' é uma desculpa pobre. Não preciso ser intelectual, mas devo poder redigir ao menos um breve texto decente e claro. Preciso ser bem alfabetizado, isto é, usar meu instrumento de expressão completo, falado e escrito, dentro do meu nível de vida e do nível de vida do meu grupo.Para isso, é essencial uma boa escola desde os primeiros anos, dever inarredável do estado. Não me digam que todas as comunidades têm escolas e que estas têm o necessário para um ensino razoável, para que até o mais pobre e esquecido no mais esquecido e pobre recanto possa se tornar um cidadão inteiro e digno, com acesso à leitura e à escrita, isto é, à informação. Um sujeito capaz de fazer boas escolhas de vida, pronto para se sustentar e que, na grave hora de votar, sabe o que está fazendo. Enquanto alardeamos façanhas, descobertas, ganhos e crescimento econômico, a situação nesse campo está cada vez pior. Muito menos pessoas se alfabetizam de verdade; dos poucos que chegam ao 2º grau e dos pouquíssimos que vão à universidade, muitos não saem de lá realmente formados. Entram na profissão incapazes de produzir um breve texto claro. São desinteressados da leitura, mal falam direito. Não conseguem se informar nem questionar o mundo. Pouco lhes foi dado, pouquíssimo lhes foi exigido.A única saída para tamanha calamidade está no maior interesse pelo que há de mais importante num país: a educação. E isso só vai começar quando lhe derem os maiores orçamentos. Assim se mudará o Brasil, o resto é conversa fiada. Investir nisso significa criar mais oportunidades de trabalho: muito mais gente capacitada a obter salário decente. Significa saúde: gente mais bem informada não adoece por ignorância, isolamento e falta de higiene. Se ao estado cabe nos ajudar a ser capazes de saber, entender, questionar e escolher nossa vida, é nas famílias, quando podem comprar livros, que tudo começa. 'Quantos livros você tem em casa, quantos leu este mês? E jornal?', pergunto, quando me dizem que os filhos não gostam de ler. Família tem a ver com moralidade, atenção e afeto, mas também com a necessária instrumentação para o filho assumir um lugar decente no mundo. Nascemos nela, nela vivemos. Mas com ela também fazemos parte de um país que nos deve, a todos, uma educação ótima. Ela trará consigo muito de tudo aquilo que nos falta.
Lya Luft é escritora.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Crime Virtual

Essa informação é boa. Que ela circule muito por aí.


23/11/2008 - 10h00 ESPECIAL

Justiça usa Código Penal para combater crime virtual Crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), furtos, extorsão, ameaças, violação de direitos autorais, pedofilia, estelionato, fraudes com cartão de crédito, desvio de dinheiro de contas bancárias. A lista de crimes cometidos por meio eletrônico é extensa e sua prática tem aumentado geometricamente com a universalização da internet. Levantamento realizado por especialistas em Direito da internet mostra que atualmente existem mais de 17 mil decisões judiciais envolvendo problemas virtuais; em 2002 eram apenas 400.

A internet ainda é tida por muitos como um território livre, sem lei e sem punição. Mas a realidade não é bem assim: diariamente, o Judiciário vem coibindo a sensação de impunidade que reina no ambiente virtual e combatendo a criminalidade cibernética com a aplicação do Código Penal, do Código Civil e de legislações específicas como a Lei n. 9.296 – que trata das interceptações de comunicação em sistemas de telefonia, informática e telemática – e a Lei n. 9.609 – que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programas de computador.
Na ausência de uma legislação específica para crimes eletrônicos, os tribunais brasileiros estão enfrentando e punindo internautas, crakers e hackers que utilizam a rede mundial de computadores como instrumento para a prática de crimes. Grande parte dos magistrados, advogados e consultores jurídicos considera que cerca de 95% dos delitos cometidos eletronicamente já estão tipificados no Código Penal brasileiro por caracterizar crimes comuns praticados por meio da internet. Os outros 5% para os quais faltaria enquadramento jurídico abrangem transgressões que só existem no mundo virtual, como a distribuição de vírus eletrônico, cavalos-de-tróia e worm (verme, em português).
Para essa maioria, a internet não é um campo novo de atuação, mas apenas um novo caminho para a realização de delitos já praticados no mundo real, bastando apenas que as leis sejam adaptadas para os crimes eletrônicos. E é isso que a Justiça vem fazendo. Adaptando e empregando vários dispositivos do Código Penal no combate ao crime digital.
E a lista também é extensa: insultar a honra de alguém (calúnia – artigo138), espalhar boatos eletrônicos sobre pessoas (difamação – artigo 139), insultar pessoas considerando suas características ou utilizar apelidos grosseiros (injúria – artigo 140), ameaçar alguém (ameaça – artigo 147), utilizar dados da conta bancária de outrem para desvio ou saque de dinheiro (furto – artigo 155), comentar, em chats, e-mails e outros, de forma negativa, sobre raças, religiões e etnias (preconceito ou discriminação – artigo 20 da Lei n. 7.716/89), enviar, trocar fotos de crianças nuas (pedofilia – artigo 247 da Lei n. 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA).
No caso das legislações específicas, as mais aplicadas são as seguintes: usar logomarca de empresa sem autorização do titular, no todo ou em parte, ou imitá-la de modo que possa induzir à confusão (crime contra a propriedade industrial – artigo 195 da Lei n. 9.279/96), monitoramento não avisado previamente (interceptação de comunicações de informática – artigo 10 da Lei n. 9.296/96) e usar cópia de software sem licença (crimes contra software “Pirataria” – artigo 12 da Lei n. 9.609/98).
Consolidando dispositivos
O STJ, como guardião e uniformizador da legislação infraconstitucional, vem consolidando a aplicação desses dispositivos em diversos julgados. Nos casos de pedofilia, por exemplo, o STJ já firmou o entendimento de que os crimes de pedofilia e divulgação de pornografia infantil por meios eletrônicos estão descritos no artigo 241 da Lei n. 8.069/90 (apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive pela rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente), e previstos em convenção internacional da qual o Brasil é signatário.
Mais do que isso: a Corte concluiu que, por si só, o envio de fotos pornográficas pela internet (e-mail) já constitui crime. Com base no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os ministros da Quinta Turma do STJ cassaram um habeas-corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que determinava o trancamento de uma ação penal sob o argumento de que o ECA definiria como crime apenas a "publicação" – e não a mera "divulgação" – de imagens de sexo explícito ou pornográficas de crianças ou adolescentes.
Em outro caso julgado, a Turma manteve a condenação de um publicitário que participou e filmou cenas eróticas envolvendo crianças e adolescentes. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Rondônia com base no artigo 241 do ECA, nos artigos 71 e 29 do Código Penal (crime continuado e em concurso de agentes) e por corrupção de menores (Lei n. 2.252/54: constitui crime, punido com a pena de reclusão de um a quatro anos e multa, corromper ou facilitar a corrupção de pessoa menor de 18 anos, com ela praticando, infração penal ou induzindo-a a praticá-la).
Os casos de furto e estelionato virtual também já foram devidamente enquadrados pela Corte. A Terceira Seção do STJ consolidou o entendimento de que a apropriação de valores de conta-corrente mediante transferência bancária fraudulenta via internet sem o consentimento do correntista configura furto qualificado por fraude, pois, nesse caso, a fraude é utilizada para burlar o sistema de proteção e vigilância do banco sobre os valores mantidos sob sua guarda. Também decidiu que a competência para julgar esse tipo de crime é do juízo do local da consumação do delito de furto, que se dá no local onde o bem é subtraído da vítima.
Em outra decisão, relatada pelo ministro Felix Fischer, a Quinta Turma do STJ definiu claramente que, mesmo no ambiente virtual, o furto – “subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel" (artigo 155 do Código Penal) – mediante fraude não se confunde com o estelionato – "obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento" (artigo 171 do Código Penal) – já que no furto a fraude é utilizada para burlar a vigilância da vítima e, no estelionato, o objetivo é obter consentimento da vítima e iludi-la para que entregue voluntariamente o bem.
Crimes contra a honra
Em uma ação envolvendo os chamados crimes contra a honra praticados pela internet, o desembargador convocado Carlos Fernando Mathias de Souza manteve a decisão da Justiça gaúcha que condenou um homem a pagar à ex-namorada indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil por ter divulgado, pela internet, mensagens chamando-a de garota de programa. No recurso julgado, a ex-namorada alegou que, após a falsa publicação de e-mails com seus dados pessoais junto com uma fotografia de mulher em posições eróticas, ela passou pelo constrangimento de receber convites por telefone para fazer programas sexuais.
Em outro julgado, a Quarta Turma do STJ determinou que o site Yahoo! Brasil retirasse do ar página com conteúdo inverídico sobre uma mulher que ofereceria programas sexuais. A empresa alegou que o site citado foi criado por um usuário com a utilização de um serviço oferecido pela controladora americana Yahoo! Inc., portanto caberia a essa empresa o cumprimento da determinação judicial.
Em seu voto, o relator do processo, ministro Fernando Gonçalves, sustentou que a Yahoo! Brasil pertence ao mesmo grupo econômico e apresenta-se aos consumidores utilizando a mesma logomarca da empresa americana e, ao acessar o endereço trazido nas razões do recurso como sendo da Yahoo! Inc. – www.yahoo.com –, abre-se, na realidade, a página da Yahoo! Brasil. Diante desses fatos, o ministro conclui que o consumidor não distingue com clareza as divisas entre a empresa americana e sua correspondente nacional.
A Terceira Turma decidiu que ação de indenização por danos morais pode ser ajuizada em nome do proprietário de empresa vítima de mensagens difamatórias em comunidades do site de relacionamentos Orkut. O tribunal considerou legítima a ação proposta por um empresário de Minas Gerais contra duas pessoas que teriam difamado o seu negócio de criação de avestruzes, causando-lhe sérios prejuízos. Segundo a relatora, ministra Nancy Andrighi, as mensagens divulgadas na internet não foram ofensivas somente ao empresário e a seu filho, mas também ao seu comércio de aves.
Atrás das grades
Aplicando os dispositivos do Código Penal, o STJ vem negando habeas-corpus a acusados e condenados por diversas modalidades de crimes eletrônicos. Entre vários casos julgados, a Corte manteve a prisão do hacker Otávio Oliveira Bandetini, condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão por retirar irregularmente cerca de R$ 2 milhões de contas bancárias de terceiros via internet; negou o relaxamento da prisão preventiva de um tatuador denunciado por divulgar fotos pornográficas de crianças e adolescentes na internet; de um acusado preso em operação da Polícia Federal por participar de um esquema de furto de contas bancárias; de um hacker preso pelos crimes de furto mediante fraude, formação de quadrilha, violação de sigilo bancário e interceptação telemática ilegal; e de um técnico em informática de Santa Catarina acusado de manipular e-mails para incriminar colegas de trabalho.
O Tribunal também enfrentou a questão da ausência de fronteira física no chamado ciberespaço ao entender que, se o crime tem efeitos em território nacional, deve-se aplicar a lei brasileira. No caso julgado, um acusado de pedofilia alegou que as fotos pornográficas envolvendo crianças e adolescentes foram obtidas no sítio da internet do Kazaa, um programa internacional de armazenamento e compartilhamento de arquivos eletrônicos sediado fora do Brasil. A Corte entendeu que, como o resultado e a execução ocorreram em território nacional, o fato de os arquivos terem sido obtidos no Kazaa, com sede no estrangeiro, seria irrelevante para a ação.
O Poder Legislativo ainda não concluiu a votação do projeto de lei que visa adequar a legislação brasileira aos crimes cometidos na internet e punir de forma mais rígida essas irregularidades. O projeto, que já foi aprovado pelo Senado, define os crimes na internet, amplia as penas para os infratores e determina que os provedores armazenem os dados de conexão de seus usuários por até três anos, entre outros pontos.
Enquanto a lei que vai tipificar a prática de crimes como phishing (roubo de senhas), pornografia infantil, calúnia e difamação via web, clonagem de cartões de banco e celulares, difusão de vírus e invasão de sites não é aprovada no Congresso Nacional, o Poder Judiciário continuará enquadrando os criminosos virtuais nas leis vigentes no mundo real, adaptando-as à realidade dos crimes cometidos na internet.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Olha o que disseram da sua TV

Não há dúvida que a televisão é uma fonte incalculável de informação, mas sem que se planeje ou programe para ver o que presta ou interessa a vida passa...
Mas para ser sincero a imagem que somei às letras vale mais que milhões de letras.


18/11/2008 - 07h57 FONTE: JB ONLINE
Pessoas infelizes assistem mais TV, diz estudo
da Folha Online

Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.
O trabalho foi publicado na edição de dezembro da revista científica Social Indicators Research.
Os pesquisadores, da Universidade de Maryland, na cidade de Baltimore, basearam suas conclusões em pesquisas realizadas ao longo de 30 anos nos Estados Unidos.
Com base nesses estudos, eles ainda concluíram que as horas que a população passa em frente à televisão podem aumentar com a crise econômica.
Três décadas
Os sociólogos John P. Robinson e Steven Martin, da University of Maryland, analisaram dados de quase 30 mil adultos que participaram de estudos sobre o uso do tempo e sobre comportamento social feitos entre 1975 e 2006.
Nos estudos sobre como as pessoas usam seu tempo, os participantes foram convidados a escrever diários relatando suas atividades durante um período de 24 horas, indicando quão prazerosas foram cada uma delas.
As pesquisas sobre comportamento social, ou General Social Surveys, também usadas como base para o presente estudo, indagaram aos participantes, durante anos consecutivos, quão felizes se sentiam e como passavam seu tempo, além de outras questões.
Robinson e Martin verificaram que, em relação ao hábito de assistir TV, os dois tipos de estudos apresentaram resultados diferentes.
De acordo com as General Social Surveys, pessoas que se consideram infelizes assistem em média 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Em suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta características individuais como educação, salário, idade e estado civil.
As pesquisas também revelaram que pessoas que se descrevem como felizes são mais ativas socialmente, participam mais de serviços religiosos, votam com mais freqüência e lêem mais jornais.
As informações obtidas a partir dos diários descrevendo como as pessoas passavam o tempo, no entanto, revelaram um quadro diferente.
Escrevendo em tempo real, no mesmo dia em que as atividades aconteceram, os participantes parecem ver o ato de assistir televisão de forma mais positiva.
Segundo Robinson, embora os telespectadores digam que a TV de forma geral é um desperdício de tempo e uma atividade não particularmente agradável, muitos acrescentam que os programas vistos "foram muito bons".
Satisfação a longo prazo
Os autores do estudo concluíram, desta forma, que assistir televisão pode contribuir para a felicidade do telespectador naquele momento, porém, há menos efeitos positivos a longo prazo.
"A TV não parece realmente satisfazer as pessoas a longo prazo da maneira como o envolvimento social ou a leitura de um jornal o fazem", disse Robinson, um pioneiro em estudos sobre como as pessoas passam seu tempo.
"Ela é mais passiva e pode oferecer um escape - especialmente quando as notícias são deprimentes"."Os dados indicam que o hábito de ver TV pode oferecer prazer a curto prazo, mas causam mal a longo prazo."Baseado em dados colhidos pelas pesquisas sobre o uso do tempo, Robinson prevê que a população deva assistir mais televisão durante o período de crise econômica.
" À medida que as pessoas têm progressivamente mais tempo em suas mãos, as horas em frente à TV aumentam".
Ele acrescenta que um pouco do tempo extra também poderá ser preenchido dormindo.(Depois da televisão) "o sono pode ser o segundo grande beneficiário da perda de emprego ou da redução nas horas de trabalho".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O CONVITE

Para quem acompanha o blog mais de perto aproveito para comunicar que ainda volto lá naquela história que não é muito comum de ser ouvida por aí.
Sobre este post aqui tenho a dizer que eu, claro, o achei em outro lugar. Mas o importante é que VOCÊ o achou aqui e hoje.

O CONVITE



de Oriah Mountain Dreamer


Não me interessa o que você faz para viver, eu quero saber o que de fato você busca e se é capaz de ousar, sonhar, encontrar as aspirações de seu coração.


Não me interessa a sua idade, eu quero saber se você será capaz de se transformar em um tolo para poder amar, viver seus sonhos, aventurar-se a estar vivo.


Não me interessa qual o planeta que está em quadratura com sua lua, eu quero saber se você tocou o centro de sua tristeza, se você tem sido exposto pelas traições da vida ou se tem se contorcido e se fechado com medo da próxima dor. Eu quero saber se você é capaz de se sentar com a dor, a sua e a minha, sem tentar escondê-la, nem melhorá-la.


Eu quero saber se você pode ficar com a alegria, a minha e a sua.


Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o envolva, até as pontas dos pés e das mãos sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas, nem nos lembrar as limitações do ser humano.


Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.


Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo, se você é capaz de suportar a acusação de traição e não trair a própria alma.


Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro, eu quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o dia não está belo e se pode ligar a sua vida a presença de DEUS.


Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os seus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para os reflexos da lua: "Sim".


Não me interessa onde você mora e nem quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e ferido até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.


Não me interessa o que você conhece e nem mesmo como chegou até aqui. Eu quero saber se você irá postar-se comigo no centro do fogo e não fugir. Não me interessa onde e com quem você estudou. Eu quero saber o que o sustenta interiormente quando tudo o mais desabou.


Eu quero saber se você é capaz de ficar só consigo mesmo e se realmente é boa companhia para si, mesmo nos momentos vazios.

Eu o descobri agora a pouco no site do SR. Roger Woolger, professor que me ensinou muito sobre as dores da alma.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

WCRT 3 - BRASIL 2008


Voltar daquela viagem
Olhar para o cotidiano e ve-lo como novidade


Ir voltando aos poucos, à força, ao normal

Trazer para o normal o anormal
Sentir-se estranho onde tudo é absolutamente conhecido



E vestir o velhos horários novamente

E seguir...

Comentários
Anônimo disse...
...procurando o ar.palavras que conduzem imagem...respiro.palavras bem colocadas, continuam o seguir...adorei as palavras. márcia
Setembro 22, 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Partes de livros - Histórias que você não ouve por aí. Freud, seu dilema e o estudo do trauma.







Do livro TRAUMA AND RECOVERY de Judith Herman, M.D.

"... By the mid 1890s Janet in France and Freud, with his collaborator Joseph Breur, Vienna had arrived independently at strikingly similar formulations: hysteria was a condition caused by psychological trauma. Unbearable emotional reactions to traumatic events produced an altered state of consciousness, which in turn induced the hysterical symptoms. Janet called this alteration in consciouness "dissociation." Breur and Freud called it "double consciouness".
Both Janet and Freud recognized the essential similarity of altered states of consciouness induced by psychological trauma and those induced by hypnosis. Janet believed that the capacity for dissociation or hypnotic trance was a sign of psychological weakness and suggestibility. Breur and Freud argued, on the contrary, that hysteria, whith its associated alterations of consciousness, could be found among "people of the clearest intellect, strongest will, greatest character, and highest critical power."
Both Janet and Freud recognized that the somatic symptoms of hysteria represented disguised representations of intensely distressing events which had been banished from memory. Janet described his hysterical patients as governed by "subconscious fixed ideas," the memories of traumatic events. Breuer and Freud, in a immortal summation, wrote that "hysterics suffer mainly from reminiscensces."
By the mid 1890s these investigators had also discovered that hysterical symptoms could be alleviated whem the traumatic memories, as well as the intense feelings that accompanied them, were recovered and put into words. This method of treatment became the basis of modern psychotherapy. Janet called the techcnique "psychological analysis," Breur and Freud called it "abrection" or "catharsis," and Freud later called it "psycho-analysis."..."


"... This empathic identification with his patients' reactions is characteristic of Freud's early writings on hysteria. His case histories reveal a man possessed of such passionate curiosity that he was willing to overcome his own defensiveness, and willing to listen. What he heard was appalling. Repeatedly his patients told him of sexual assault, abuse, and incest. Following back the thread of memory, Freud and his patients uncovered major traumatic of childhood concealed beneath the more recent, often relatively trivial experiences that had actually triggered the onset of hysterical symptoms. By 1896 Freud believed he had found the source. In a report on eighteen case studies, entitled The Aetiology of Hysteria, he made a dramatic claim: "I there for put forward the thesis that at the bottom of every case of hysteria there are one or more occurrences of premature sexual experience, occurrences which belong to the earliest years of childhood but which can be reproduced through the work of psycho-analysis in spite of the intervening decades. I believe that this is an important finding, the discovery of a caputt Nili in neuropathology."

A century later, this paper still rivals contemporay clinical descriptions of the effects of childhood sexual abuse. It is a brilliant, compassionate, eloquently argued, closely reasoned document. Its triumphant title and exultant tone suggest that Freud viewed his contribution as the crowning achievement in the field.

Instead the publication of The Aeotiogy of Hysteria marked the end of this line of inquiry. Within a year, Freud had privately repudiated the traumatic theory of the origins of hysteria. His correspondence makes clear that he was increasingly troubled by the radical social implications of his hypotesis. Hysteria was so common among women that if his patients' stories were true, and if his theory were correct, he would be forced to conclude that what he called "perverted acts against children" were endemic, not only among the proletariat of Paris, where he had first studied hysteria, but also among the respectable bourgeois families fo Vienna, where he had established his practice. This idea was simply unacceptable. It was beyond credibility.

Face with this dilemma, Freud stopped listening to his female patients. The turning point is documented in the famous case of Dora. ..."


Agora do livro: TRAUMA E EMDR, organizado por Rubén Lescano. Você verá partes de um capítulo que é um resumo de parte do livro acima citado. Capítulo de Dr. Paulo Solvey e Dra. Raquel C. Ferrazzano de Solvey.

"... O estudo do trauma psicológico tem uma curiosa história de "amnésia episódica", Perío
dos de investigação ativa se alternam com períodos de esquecimento. Repetidas vezes nos séculos XIX e XX, seguiram-se linhas similares de investigação, que foram bruscamente abandonadas para voltar a serem descobertas muito depois.

Escritos clássicos de 50 ou 100 anos atrás, com frequência parecem obras comtemporâneas. Embora o tema tenha uma tradição rica e abundante, tem sido periodicamente esquecido e deve ser periodicamente redescoberto.

Essa amnésia intermitente não é resultado de simples mudanças de moda, que às vezes afetam qualquer procura intelectual. O estudo do trauma psicológico não recai por falta de interesse. Pelo contrário, o tema provoca tanta controversa que periodicamente é abandonado. Leva-nos a terreno do impensável e põem em jogo sistemas de crenças fundamentais. ..."

"... Quando a vítima é depreciada, como no caso de mulheres e crianças, descobrirá que os eventos mais traumáticos de sua vida ocorrem ao largo de uma realidade validada socialmente. Sua experiência não deve ao indescritível e inexistente.

Na história desse campo, discutia-se se os pacientes com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) eram reais ou fingiam, se suas histórias eram verdadeiras ou falsas e, se falsas, se eram imaginadas ou inventadas.

Para manter a realidade do trauma na consciência, se requer um contexto social que o permita. Para a vítima individual isso será dado por sua família e amigos. Para a sociedade o contexto é criado pela realidade política do momento.

Por exemplo, o estudo do trauma de guerra só se torna legítimo e só pode existir em um contexto que questione as guerras.

Por três vezes durante os séculos XIX e XX estudou-se o tema. A cada ocasião a investigação cavalgava em um movimento político. O primeiro a ser investigado - e portanto descoberto - foi a histeria.

Seu estudo surgiu em meio do movimento republicano anti-clerical da França no final do século XIX em oposição ao movimento monárquico.

O segundo foi shell shock (choque de artilharia), também chamado neurose de combate ou neurose de guerra. Seu estudo foi feito na Inglaterra e nos Estados Unidos depois da Primeira Guerra Mundial e alcançou seu ponto culminante com a guerra do Vietnã. O contexto político era o colapso do culto à guerra e o crescimento de movimentos antibélicos e pacifistas.

O terceiro e mais recente estudo sobre trauma que emerge ao conhecimento público é o conceito - e a aceitação - da existência da violência sexual e doméstica exercida especialmente sobre mulheres e crianças.

Nossa compreensão contemporânea do trauma psíquico se baseia na síntese dessas três linhas de investigação. ..."

"... Tanto Pierre Janet quanto Sigmund Freud compreenderam a importância da história da paciente. Cada um deles, de forma independente, alcança o mesmo descobrimento: era necessário falar com elas e escutá-las.

Durante uma breve década estes homens da ciência escutaram essas mulheres com uma devoção inexistente antes ou depois. Encontros diários, às vezes de horas, não eram raros de acontecer.

Em 1890, ambos chegam à idêntica conclusão:

a) A histeria era um quadro causado por um trauma psicológico ( o mais frequente era o de haver sido vítima de abuso sexual na infância).

b) Este provoca um estado alterado de consciência que por sua vez induzia os seus sintomas.

c) Janet chamou esta alteração "dissociação".

d) Breur e Freud o chamaram "double conscience".

Janet afirmou que suas pacientes histéricas eram governadas pelas "idéias fixas subconscientes, as lembranças dos eventos traumáticos". Breur e Freud escreveram (1893) que "as histéricas sofrem de reminiscências" (do trauma). Utilizaram como método de tratamento a atual psicoterapia pela fala, chamada por P. Janet "análise psicológica", por Freud "psicanálise" e por Ana O. "a cura pela fala".
Em 1896 Freud, na Etiologia da histeria, descreve como sua causa está no trauma sexual infantil: ter sido vítima de abusos.
Sua primeira teoria de trauma pode estar representada, entre outras, na seguinte nota
" Proponho a teoria que por atrás de cada caso de histeria, há um ou mais episódios de experiências sexuais prematuras, episódios acorridos na mais tenra infância, mas que podem ser recuperados pela psicanálise, apesar das décadas transcorridas. Acredito ser um descobrimento por demais importante o do Caput Nili na neuropatologia".

Da mesma forma Pierre Janet, também em 1896, descreve como explicação da etiologia da histeria a mesma origem traumática, fazendo chegar por sua conta à idêntica conclusão.


O que Freud ouvia de seus pacientes eram impactantes histórias de abuso sexual, de incesto, de violações.


Um século depois, as descrições clínicas de Freud rivalizam com os estudos contemporâneos que descrevem o mesmo. Eram brilhantes, compassivos, eloquentes e com rigor científico. Lamentavelmente isso não foi o começo como parecia, mas o final.


Esses casos não eram mais escutados em Paris, dos pacientes de hospitais públicos, mas de Viena em seu consultório particular. Já não atendia mendigas e prostitutas, e sim as filhas de seus colegas e vizinhos, amigos e parentes, o melhor da sociedade austríaca. Voltava a encontrar uma e outra vez essas histórias sinistras de abusos e incestos.


Passado um ano, Freud já havia repudiado seu descobrimento sobre a etiologia traumática de um quadro psiquiátrico como a histeria. Isso desabrocha em sua cartas para Fliess, recentemente publicadas, (que vc também verá na sequência do post) ainda que só retrata publicamente de sua teoria de sedução, sete anos depois. O repúdio da teoria do trauma pode ser bem exemplificado na seguinte nota, além das que seguem abaixo: "Vi-me, por fim, obrigado a reconhecer que estas cenas de sedução nunca haviam ocorrido, eram tão somente fantasias que minha pacientes inventaram".


Há quem considere o recuo de Freud um ato de covardia; no entanto cremos provável que seu descobrimento não poderia encontrar eco, ao faltar-lhe substrato político e social=>(Veja você mesmo em MASSON, J. M. (1984) The Assault on Truth: Freud's Supression of The Seduction Theory).


Freud não dispunha, na Viena daquele momento, do ambiente sócio-político adequado ao questionamento da moral da época, como o havia encontrado em Paris, consequência dos enfrentamentos entre a monarquia e o moviento republicano.


O fato é que a partir dali elaborou uma teoria do desenvolvimento humano, na qual inferioridade e hábito de mentir das mulheres eram pontos centrais da doutrina. Num clima político patriarcal e antifeminista - com o qual ele se identificava - essa teoria prosperou e cresceu, chegando a afirmar que o sentido da justiça era mais frouxo nas mulheres que nos homens ( carta de Freud para Fliess do livro de MASSON, J. M. citado acima).


O que poderia fazer então? Aceitar que esses atos perversos contra crianças eram endêmicos na sociedade? Isso era para ele e para a Europa da época inaceitável. Construiu assim a tese de que tosas eram fantasias que haviam sido tomadas como verdades. Freud não pôde, ou não soube, ou não quis enfrentar o sinistro que estava descobrindo nos relatos de seus pacientes porque formava parte do mesmo sistema. Isso marcou o fim de uma era.


Pierre Janet não foi ouvido apesar de sua postura firme. Durante um século essas pacientes foram - mais uma vez - silenciadas. Isso atrasou em cem anos a psiquiatria e o estudo e consequências do trauma psicológico. ..."

Do livro: ATENTADO À VERDADE a supressão da teoria da sedução por Freud



"... INTRODUÇÃO

Em 1970, comecei a me interessar pelas origens da psicanálise e pelo relacionamento de Freud com Wilhelm Fliess, o otorrinolaringologista que era o seu amigo mais íntimo durante os anos em que Freud formulava suas novas teorias.

Correspondia-me há algum tempo com Anna Freud sobre a possibilidade de preparar uma edição completa das cartas de Freud a Fliess, uma versão resumida do que havia sido publicado em 1950 em alemão e, em 1954, em inglês com o título The Origins of Psychoanalysis (Nova York, Basic Books). Essa edição havia sido preparada por Anna Freud, Ernst Kris e Marie Bonaparte. Em 1980 , encontrei-me com o Dr. K. R. Eissler, diretor dos Sigmund Freud Archives, e conselheiro de confiança e amigo de Anna Freud, e com Anna Freud em Londres, e a Sra. Freud concordou com uma nova edição das cartas de Freud a Fliess. Em consequência, foi-me dado acesso a essa correspondência lacrada (os originais estão na Biblioteca do Congresso), que constitui nossa mais importante fonte de informações a respeito dos primórdios da psicanálise.

Além de incluir todas as cartas ou passagens que haviam sido previamente omitidas (que chegavam a mais de metade do texto), julguei necessário acrescentar inúmeros comentários. Precisaria assim ter acesso a outros elementos relevantes. Anna Freud ofereceu sua total cooperação, e pôs à minha disposição Maresfield Gardens, onde Freud passou o último ano de sua vida.

A magnífica biblioteca pessoal de Freud estava lá, e muitos dos volumes, especialmente dos anos iniciais, estavam antotados por ele. Na escrivaninha de Freud, descobri um caderno de notas mantido por Marie Bonaparte depois que ela comprou as cartas de Freud a Fliess em 1936, no qual ela comenta as reações de Freud a essas cartas, que ele havia escrito anos antes. Encontrei-me também uma série de cartas que diziam respeito a Sándor Ferenczi, que seria, anos mais tarde, o mais íntimo amigo analítico e colega de Freud, e ao último ensaio que Ferenczi leu no 12º Congresso Psicanalítico Internacional em Wiesbaden. Esse ensaio tratava da sedução sexual de crianças, um tema que absorvera Freud durante os anos da sua amizade com Fliess.

Num grande armário negro do lado de fora do quarto de dormir de Anna Freud, encontrei muitas cartas originais de e para Freud, escritas durante esse mesmo período, cartas até então desconhecidas: uma carta de Fliess para Freud, cartas de Charcot para Freud, cartas de Freud para Josef Breuer, para sua cunhada Minna Bernays, para sua mulher Martha, e para antigos pacientes.

Pouco tempo depois, o Dr. Eissler perguntou-me se eu estava disposto a sucedê-lo como diretor dos Freud Archives. Concordei e fui nomeado Diretor de Projetos interino. Os Archives haviam comprado a casa de Freud em Maresfield Gardens, e eu devia converter a casa em museu e centro de pesquisa. Anna Freud deu-me acesso aos documentos reservados que ela já havia doado à Biblioteca, o que perfazia quase 150.000 documentos (na maioria vindos dos Archives). A Biblioteca concordou em fornecer cópias desses documentos ao museu projetado. Tornei-me também um dos quatro diretores da Sigmund Freud Copyrights, o que me permitiu negociar com a Harvard University Press a publicação das cartas de Freud, em edições completas, anotadas, eruditas.

À medida que ia lendo a correspondência e preparando as anotações para o primeiro volume da série, as cartas de Freud a Fliess, comecei a notar o que parecia ser uma constante nas omissões feitas por Anna Freud na edição resumida original. Nas cartas escritas depois de setembro de 1897 (quando se julga que Freud abandonou sua teoria da "sedução"), todos os históricos de casos tratando de sedução sexual de crianças foram expungidos. Além disso, todas as menções a Emma Eckstein, uma das primeiras pacientes de Freud e Fliess, que parecia de algum modo ligada à teoria da sedução, foram omitidas. Impressionou-me particularmente um trecho de uma carta escrita em dezembro de 1897, que trazia à luz dois fatos até então desconhecidos. Emma Eckstein estava, ela própria, recebendo pacientes em análise (presumivelmente sob supervisão de Freud); e Freud inclinava-se, de novo, a dar crédito à teoria da sedução.

Perguntei a Anna Freud por que ela havia omitido esse trecho da carta de dezembro de 1897. Disse-me que não sabia mais por quê. Quando lhe mostrei uma carta não publicada de Freud a Emma Eckstein, disse que compreendia bem meu interesse pelo assunto, pois Emma Eckstein fora de fato uma parte importante da história do início da psicanálise; não obstante, porém, a carta não devia ser publicada. Em conversas subsequentes, a Srta. Freud deixou implícito que, já que seu pai acabara por abandonar a teoria da sedução, ela achava que apenas confundiria os leitores expô-los às suas dúvidas e hesitações iniciais. Eu, por outro lado, achava que essas passagens não apenas eram de grande importância histórica, como podiam muito bem representar a verdade. Parecia-me que ninguém tinha o direito de, alterando os registros, decidir pelos outros o que era verdade e o que era erro. Além disso, qualquer que fosse a decisão definitiva de Freud, era evidente que essa teoria o perseguiria a vida inteira.

Mostrei à Srta. Freud a correspondência de 1932 que encontrara na escrivaninha de Freud a respeito do último ensaio do seu amigo íntimo Sándor Ferenczi, que tratava exatamente desse tema. Claramente, pensei, era a preocupação persistente de seu pai com a teoria da sedução que explicava seu afastamento de Ferenczi, de outro modo misterioso. A Srta. Freud, que gostava muito de Ferenczi, achou penoso ler essas cartas e pediu-me que não as publicasse. Mas não era, insisti, uma teoria que Freud tivesse descartado facilmente, como um erro inicial insignificante, como nos queriam fazer crer.

Anna Freud instou-me a voltar meus interesses para outro lado. Em conversas com outros analistas próximos da família de Freud, foi-me dado a entender que eu topara com algo que seria melhor deixar de lado. Talvez, se a teoria da sedução houvesse realmente sido apenas um desvio ao longo do caminho da verdade, como tantos analistas acreditam, ter-me-ia sido possível dirigir minha atenção a outros assuntos. Mas, em minha opinião, a hipótese da sedução era a própria pedra fundamental da psicanálise. Em 1895 e 1896 Freud, ao ouvir suas pacientes, ficara sabendo que algo terrível e violento lhes marcara o passado. Os psiquiatras que ouviram essas histórias antes de Freud acusaram suas pacientes de serem mentirosas histéricas e descartaram suas lembranças como fantasia. Freud foi o primeiro psiquiatra a acreditar que suas pacientes estavam dizendo a verdade. Essas mulheres doentes, não porque viessem de famílias com "tendências", mas porque algo de terrível e secreto havia sido feito a elas quando eram crianças.

Freud anunciou sua descoberta num ensaio que leu em abril de 1896 na Sociedade de Psiquiatria e Neurologia em Viena, sua primeira grande alocução pública aos seus pares. O ensaio (o mais brilhante de Freud na minha opinião) foi recebido com um silêncio total. Depois, Freud foi instado a jamais publicá-lo, para que sua reputação não viesse a ser irremediavelmente prejudicada. Em torno dele aprofundou-se o silêncio e também a solidão. Mas ele desafiou seus colegas e publicou A etiologia da histeria, um ato de grande coragem. Ao fim, porém, por razões que tentarei elucidar nesse livro, Freud chegou à conclusão de que errara ao acreditar em suas pacientes. Isso, sustentou ele mais tarde, marcou o começo da psicanálise como ciência, terapia e profissão.

Jamais me parecera certo, mesmo como estudante, pretender que Freud não acreditasse em suas pacientes. Não concordava que as cenas de sedução representadas como lembranças fossem apenas fantasias, ou lembranças de fantasias. Mas não pensara em duvidar do relato histórico de Freud (frequentemente repetido em seus escritos) so.bre os seus motivos para mudar de opinião. Contudo, quando li as cartas a Fliess sem as omissões (as quais Freud, aliás, teria sem dúvida aprovado), elas contavam uma história muito diferente, dolorosa. Ademais, não importando para onde me virasse, até nos escritos mais tardios de Freud encrontrava sempre casos de sedução ou abuso de crianças.

Muriel Gardner, psicanalista e amiga de Anna Freud e de Kurt Eissler, apoiou meu trabalho, não só financeiramente, mas também dando-me todo o estímulo possível. Pediu-me para examinar os documentos inéditos que ela tinha em casa a respeito de Homem dos Lobos, um dos mais famosos pacientes posteriores de Freud, que fora financeiramente sustentado pela Dra. Gardiner e pelo Dr. Eissler. Lá, encontrei algumas notas de Ruth Mack Brunswick para um ensaio que jamais publicara. A pedido de Freud, havia reanalisado o Homem dos Lobos e espantara-se ao saber que, quando criança, ele fora seduzido analmente por um menbro da sua família _ e que Freud não sabia disso. Nem ela nunca lhe disse. Por que? Freud não sabia porque não quera saber? E Ruth Mack Brunswick não lhe contara porque percebia isso?

Em minha busca de novos dados, procurei saber mais sobre a viagem de Freud a Paris em 1885-1886. Visitei a biblioteca de seu antigo professor, Charcot, na Salpêtrière, e isso me levou ao necrotério de Paris, pois sabia que Freud assistira a autópsias realizadas ali por um amigo e colaborador de Chacot, Paul Browardel. Insinuações feitas por Freud davam a entender que ele vira no necrotério algo "de que a ciência preferia não fazer caso". No necrotério, fiquei sabendo que existia em francês toda uma literatura de medicina legal sobre abusos de crianças (especialmente estupro), e Freud dispunha desses documentos na sua biblioteca pessoal, embora não fizesse referência a eles nos seus escritos. Além disso, descobri que algumas da autópsias a que Freud assitira podiam ter sido autópsias feitas em crianças que haviam sido estupradas e assassinadas.

Vi que estava numa situação estranha. Quando me tornara psicanalista, acreditava que Freud havia intrepidamente buscado a verdade, que queria ajudar seus pacientes a enfrentarem suas histórias pessoais, e o que de mal lhes havia sido feito, não importa quão desagradável. Minha formação analítica ensinara-me cedo que esses ideais não eram partilhados por todos os colegas. Não pensava, porém, que estivessem totalmente alijados da ciência; certamente ainda havia gente que inflexivelmente buscava a verdade. Por isso, argumentava comigo mesmo, eu fora encorajado em minha pesquisa; nenhuma restrição lhe havia sido imposta.

Achava que as informações que estava pondo a nu eram vitais para compreender-se como a psicanálise se desenvolvido e comuniquei os resultados da minha pesquisa aos responsáveis por ela em primeiro lugar, Anna Freud, e Dr. Eissler e a Dra. Gardiner. Pensei que, embora eles pudessem não concordar com as minhas interpretações, não depreciariam o alcance das minhas descobertas.

Minha decepção com a psicanálise tal como eu a conhecia não era novidade, sendo inclusive partilhada por muitos dos meus colegas. A esse respeito, um encontro com Anna Freud pareceu-me importante e merece aqui um relato. Geralmente, minha relações com a Srta. Freud eram formais, limitando-se a discussões sobre pontos de pesquisa. Uma tarde, porém, começamos os dois a conversar de modo mais pessoal. Disse-lhe como estava desiludido com a minha formação em Toronto, que as coisas não haviam melhorado muito em São Francisco e duvidava que fosse diferente em qualquer outro lugar. Perguntei-lhe se, caso seu pai fosse vivo hoje, ele quereria participar do movimento psicanalítico, ou mesmo ser analista. "Não", respondeu ela, "ele não quereria." Anna Freud, então, entendia minha crítica à psicanálise tal como ela é praticada hoje, e parecia apoiar-me nessa crítica. Todavia, quando minha pesquisa levou-me mais para trás, para o próprio Freud, esse apoio cessou.

De fato, o que eu estava descobrindo apontava para trás, para o período inicial de Freud, 1897-1903, como o momento em que começaram a se manifestar mudanças fundamentais que, na minha opinião, haveriam de solapar a psicanálise. Com a maior relutância, cheguei gradualmente a ver o abandono da hipótese da sedução por Freud como uma falta de coragem. Se estava enganado no meu ponto de vista, certamente encontraria uma refutação inteligente e críticas sérias à minha interpretação dos documentos. Onde que que ela estivesse, a verdade tinha de ser encarada, e os documentos que eu encontrara tinham de ser trazidos à luz.

A convite de Anna Freud, apresentei um relato preliminar de minhas descobertas num encontro de psicanalistas na Hampstead Clinic em Londres em 1981. Os participantes haviam sido convidados por Anna Freud para uma conferência sobre Insight em Psicanálise, e muitos dos principais analistas do mundo inteiro estavam presentes. A reação negativa ao meu ensaio alertou-me para as implicações políticas da minha pesquisa, para a possibilidade de ela vir a ter um efeito adverso sobre a profissão. Mas afastei do pensamento essas considerações, como não merecedoras da atenção de um pesquisador sério."

Continua ...

Comentários

Anônimo disse...
ei, parou em maio... já estamos em agosto... sinto falta do seu movimento...
Agosto 02, 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

CAVE NE CADAS


"Cuidado! Não caias"
Após uma vitoriosa batalha, havia o "Triunfo". Triunfo era uma das maiores solenidades da antiga Roma e a maior recompensa dada aos generais vitoriosos. Vestido de púrpura com uma coroa de louros na cabeça, sentado num magnífico carro puxado por quatro cavalos brancos e precedido por senadores, rodeado por parentes e amigos, seguido por todo o seu exército e por um grande número de cidadãos, o general vitorioso - o Triunfador - era conduzido em pompa ao Capitólio Romano. Adiante dele iam os despojos dos inimigos vencidos - quadros e objetos de arte das províncias que havia conquistado. Com correntes de ouro e prata iam à frente os reis e os chefes prisioneiros. Atrás, as vítimas que deveriam morrer.
Durante essa cerimônia, para abater o orgulho que um aparato tão deslumbrante pudesse inspirar ao Triunfador, um escravo, colocado atrás dele, no mesmo carro, juntava uma voz discordante às aclamações da multidão e fazia ouvir cantos mofadores e palavras satíricas: "Lembra-te que és homem", gritava ele ao vitorioso: "Cuidado! Não caias" (Cave ne cadas, em latim).
Aquele escravo, junto ao Triunfador, repetia a ele aquele alerta para que, em meio à embriaguez da glória, o general romano não se esquecesse de sua condição humana. Para que tanta pompa e circunstância não o fizessem pensar ser um "deus" ou alguém dotado de poderes divinos. O escravo repetia incessantemente o Cave ne cadas para que o general romano se lembrasse de que muitas vezes a queda segue, de perto, o Triunfo.
Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram tornar arrogantes pelo sucesso de um produto, de um prêmio recebido, de um triunfo qualquer. Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram embriagar pela pompa e circunstância de um momento de glória e pouco tempo depois caíram em desgraça, perderam o poder, faliram. Marcas famosas. Impérios indestrutíveis. Fortunas imensas. De repente, tudo acaba sem que o vulgus sequer consiga compreender como a queda ocorreu. Às vezes, rápida demais. Às vezes, logo após o triunfo.
Fico pensando se essas pessoas e empresas tivessem tido alguém a lhes dizer durante o seu Triunfo: "Cuidado! Não Caias" - Cave ne cadas - se elas teriam tido mais cuidado, sido menos arrogantes, menos "cheias de si", achando-se menos "deuses" e mais humanas. Talvez não tivessem perdido suas vidas, suas empresas, suas marcas. Talvez tivessem tido a sabedoria de ver que justamente na vitória, a humildade é fundamental.Se você ou sua empresa estão experimentando um grande sucesso ou mesmo um pequeno triunfo, lembre-se de tomar cuidado para não cair. Cave ne cadas é um conselho que vale para todos nós, sempre. Pense nisso.Sucesso.


Escrito por Luiz Marins

segunda-feira, 31 de março de 2008

Voltar


Voltar de alguns lugares geográficos, de alguns lugares emocionais e de lugares onde foi e não foi bom estar é maravilhoso. Mas agora refiro-me aos lugares e para quem não quis entender ainda, momentos onde a felicidade se recolhe dentro do dentro em você e existir em tudo perde a cor.

Então voltar:

a conversar é ótimo

a sorrir é leve

a procurar a beleza simples em tudo

a procurar a simples beleza em tudo

é como voar com as próprias asas pela primeira vez...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Transformações inevitáveis


BORBOLETA

A borboleta, invertebrado da classe dos lepidópteros, deve ter surgido a cerca de 70 milhões de anos atrás. É um bichinho que causa grande fascínio por sua capacidade de transformação. Depois de se reconhecerem pelas cores e formatos das asas, machos e fêmeas flertam, cruzam, e a fêmea deposita seus ovos em uma folha, deixando-os lá e indo borboletear em outros cantos por aí. Se as condições climáticas estiverem favoráveis, a larva ( lagarta ) vai sair do ovo. Senão, ela espera.
E espera, espera, e
spera... Até conseguir nascer. Isso é uma coisa interessante para se aprender com os embriões de borboletas - a espera e a sensibilidade às condições do ambiente. Embrião apressado é lagarta morta.E quando nasce, a lagarta nasce voraz. Devora a própria casca do ovo, e é capaz de comer uma planta com o triplo de seu tamanho em poucos minutos. Talvez porque a lagartinha, em sua sábia programação biológica, sabe que a maior responsabilidade de ser lagarta é a de extrair do ambiente o máximo que conseguir guardar em si mesma, para que consiga ficar forte depois. A vida da lagarta, que pode durar de meses até um ano, é andar por aí e se alimentar. Como acontece com todos os animais, ela está sujeita ao ataque de predadores. Por isso, ela guarda em si uma substância ácida e fedida que pode queimar, desagradar e afugentar os bichos que tentarem devorá-la. E não hesita em usá-la quando necessário. Espertinha, essa menina.

Durante essa fase, a lagarta troca de pele várias vezes. Imagina o que aconteceria se ela resistisse em abandonar a velha pele... Iria explodir apertada dentro de uma casca que já não lhe serve mais. É que as lagartas, como a gente, crescem muito.
E quando a gente cresce, deixa pra trás um pedaço de si mesma, para poder ganhar novas formas e cumprir o ciclo da vida.
A lagarta, mais uma vez espertinha, não perde tempo quando está de casca nova. Começa a comer mais e mais, até crescer e ficar enorme, forte, gordinha e pronta pra virar borboleta. Fiquei pensando, como a lagarta sabe que é hora de se pendurar, tecer alguns fios de seda e começar a montar um casulo? Será que ela escuta um sinal, sente alguma dor, tem alguma alucinação?

O fato é que, na hora certa, nem antes nem depois, ela procura um lugar seguro, muito seguro para iniciar seu processo de reclusão. Nesse momento, ela perde todas as pernas, e fica incapacitada de andar. Troca de pele uma última vez, enquanto vai tecendo seus fios. Alguns lepidópteros se enterram, ou constroem uma espécie de casinha com gravetos e fios. E pronto: ela se fecha lá dentro, e vira uma pupa ( ou crisálida, ou casulo ).

Lá dentro, não conseguimos descobrir direito o que acontece. Talvez porque não seja mesmo da nossa conta. Se a lagarta se fecha em pupa, é porque quer ficar sozinha e isolada do mundo, em total repouso, trocando seus tecidos e se preparado para virar uma outra coisa, totalmente diferente da lagarta. E é uma coisa que ela só pode fazer sozinha, quieta e em segredo.Será que ela sente dor enquanto se transforma em borboleta?. Não achei a informação correta, mas sei que: todo processo de transformação costuma ser dolorido, e quanto maior a mudança, maior a dor e maior o prazer depois de terminado. E olha que não existe mudança maior do que, de uma lagarta, um bicho rastejante, curioso, lento e pesado, virar uma borboleta, tão leve, tão bonita, tão... Tão.

O lugar onde fica o casulo é fundamental para a sobrevivência da borboleta.
Lá, a borboleta vai ficar reclusa de uma semana a um mês; portanto, ele tem que estar bem protegido. Em minhas pesquisas vi um casulo ser atacado por um bando de marimbondos. Fiquei apreensiva, mas, depois de investir ferozmente contra o casulo, eles foram embora. Não conseguiram derrubá-lo nem penetrá-lo.
Aí que fui entender como realmente é importante que a lagarta espere o tempo que for necessário até poder se fechar em pupa. Tudo em sua hora...
Sem ansiedade nem pressa.

Não tive oportunidade de observar um casulo abrindo, e nem os momentos iniciais da borboleta adulta. Mas li e aprendi que, quando finalmente está pronta para sair, ela vai abrindo o casulo devagar. Este esforço de abrir o casulo é fundamental para que ela se fortaleça o suficiente para poder voar depois.
Ela sai com as asas molhadas e envoltas em um líquido gosmento. Por isso, precisam ficar no sol secando, esticando as asas. Li que o esforço que elas fazem para esticar as asas é enorme, mas necessário.

É que nascer, ou renascer, é mesmo difícil.

Depois... As borboletas começam a voar. São bichos bonitos, lindos, uma pintura em forma de bicho. Causam encantamento imediato.
Dizem algumas crendices que onde a borboleta pousa, leva sorte e sorrisos.
Ao contrário de suas irmãs mariposas, elas têm hábitos diurnos e amam as cores e sabores das flores. Por suas antenas, conseguem sentir cheiros e gostos. Ajudam a levar material genético de uma flor para outra, e enfeitam qualquer jardim. A principal razão da vida da borboleta adulta é se reproduzir para reiniciar o ciclo - coisa que a lagarta não pode fazer. E, olha só que interessante: a maioria das borboletas, depois de passar cerca de um ano ( em alguns casos, bem mais que isso ) se transformando, não vive muito mais que duas semanas. Duas semaninhas só. Algumas duram apenas três dias.
Pouquíssimas espécies conseguem sobreviver por uns seis meses... Mas não muito
mais que isso.

Essa última informação deixou-me desolada. É difícil para nós, seres humanos perseguidores de ideais de beleza, leveza e felicidade parecidos com as asas das borboletas adultas, compreender porque temos que ficar tanto tempo lutando com nosso crescimento para depois aproveitar tão pouco a vida. Mas em seguida pensei - errados somos nós, certa é a natureza. Aproveita-se a vida sempre, inclusive nas fases de lagartas e isolamento. Tudo é uma questão de ponto de vista. A verdade é que estudar as borboletas me fez ganhar uma simpatia tremenda por esse bicho que antes era insignificante para mim - a lagarta. É que na verdade, o grande barato da coisa não é o final, mas o durante. O mais divertido, o que mais ensina, o que é mais fascinante não é ver uma borboleta voando, mas acompanhar todas as mudanças pela qual ela passa para chegar até lá. Todo processo de transformação envolve alimentar-se; envolve se sensibilizar; envolve cautela e percepção do ambiente; envolve lidar com pequenas mortes e mudanças; envolve tomar a decisão de se proteger; envolve silêncio, reclusão, paciência; envolve espera e envolve esforço. Sem isso tudo, o prazer de ser borboleta não se concretiza.

Olhar um casulo aberto é triste e feliz ao mesmo tempo.
Sei lá, dá uma sensação de missão cumprida e sonho
acabado. Mas é só olhar do lado pra ver uma outra largartinha começando tudo de novo. E aí a gente se dá conta da maior beleza de todas.

*a espera de condições climáticas favoráveis, para sair do ovo*

FONTE: Tirei de um site chamado BDSM AÍME (aine_sub@hotmail.com)

quarta-feira, 5 de março de 2008

É DIFÍCIL


Não saber o que fazer depois

Não saber qual rumo tomar

Não ter o que dizer

Não se arrepender pelo que deixou de fazer

Quando se percebe que não disse o que deveria ter sido dito



Comentários
Anônimo disse...
difícil é reconhecer que o silêncio é necessário qdo não há muito o que dizer? Difícil é não saber quem é o "eu"? Difícil? A vida é difícil... acho com uma certa convicção, que não seria melhor se assim não fosse.
Março 06, 2008

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Antidepressivos--> Aceita uma terapia? (Fonte:JB on line)



Antidepressivos não funcionam

27/2/2008 08:44:00
Os antidepressivos da nova geração não funcionam, salvo em casos mais graves, e na maioria dos pacientes só têm um efeito de placebo. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por cientistas do Reino Unido, Estados Unidos e Canadá que examinaram todos os dados existentes sobre esse tipo de substâncias, inclusive os de testes clínicos não divulgados pelos laboratórios.
Os fabricantes do Prozac e do Seroxat, dois dos antidepressivos mais vendidos do mundo, expressaram, no entanto, seu desacordo com os resultados do estudo. Um porta-voz do laboratório britânico GlaxoSmithKline, que fabrica o Seroxat, explicou que o estudo tinha levado em conta apenas um segmento pequeno de todos os dados disponíveis, enquanto a Eli Lilly, fabricante do Prozac, disse que a experiência demonstrou sua eficácia como antidepressivo.
Os cientistas compararam o efeito nos pacientes que tomaram antidepressivos com o resultado obtido em quem recebeu placebo e descobriram que a melhora era muito parecida nos dois grupos. As únicas exceções foram pacientes que sofriam de depressões mais graves, segundo o professor Irving Kirsch, da Universidade de Hull no Reino Unido, que participou da pesquisa.
Contudo, isso talvez tenha acontecido, segundo os cientistas, porque nesses pacientes graves o placebo não funcionou tão bem quanto nos que tomaram os medicamentos, e não porque os antidepressivos tenham surtido maior efeito.
- Dados os resultados, parece que não há apenas motivos para receitar antidepressivos, salvo para os pacientes que sofrem de depressões mais graves e em quem os outros métodos falharam - disse Kirsch. - As pessoas que sofrem de depressão podem melhorar sem recorrer a esse tipo de tratamento.
No estudo, divulgado na Public Library of Science, foram usados os resultados de 47 testes clínicos, além de vários dados inéditos. As conclusões da pesquisa valem no caso do Prozac (fluoxetina), do Seroxat (paroxetina), e de fármacos similares como Effexor (venlafaxina) e Serzone (nefazodone).
Segundo Tim Kendall, diretor-adjunto da Divisão de Pesquisa do Royal College of Psychiatrists, os laboratórios publicam somente os estudos que lançam uma luz positiva sobre seus produtos. O National Institute for Health and Clinical Excellence, do Reino Unido, recomenda aos médicos que tentem outros métodos antes de começarem a prescrever antidepressivos.
Fonte : JB Online

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Repare bem que mesmo parado




a tendência é para tudo se mexer


você, seus olhos, seu sangue, seus pensamentos


sua ida em direção às suas soluções e ilusões
e que parado você não vai poder reclamar do rumo
que os acontecimentos tomaram
Comentários
Anônimo disse...
"Mestre de repente é quem aprende." Riobaldo. Guimarães Rosa
Março 11, 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Você já reparou




Que às vezes não reparou direito e pode estar enganado sobre certas coisas...
12/02/08E que certas coisas é uma expressão tão vasta, tão ampla que extrapola os limites do que eu mesmo mostrei só unicamente? 12/02/08
Comentários
Anônimo disse...
ora, não é só a visão que engana...
Fevereiro 11, 2008

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A G O R A


AQUI, AGORA, HOJE E SEMPRE


GOTAS DE TEMPO MAL INTERPRETADAS

ONDAS DE TEMPO E DE MAR PARA DISFARÇAR...

RAZÕES DE SOBRA PARA LUTAR POR CADA MOMENTO

A NÃO SER QUE ...



Comentários
Anônimo disse...
gostei deste post. já disseram para não pensarmos no segundo depois, sofre-se menos.
Janeiro 12, 2008

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Por ser oportuno, boa lembrança e parte da história de boa parte de nós...


Marcas do Que se Foi
Os Incríveis
Composição: Ribeiro J Francisco, Paulo S Valle e Rui Maureti


Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão


O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar


Nossos passos pelo chão
Vão Ficar


Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer


Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer


Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão


O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar


Nossos passos pelo chão
Vão ficar


Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E agora?


Existem momentos estranhos nesta vida de meu Deus...


O sentido das coisas muda de repente...


De repente nada


De repente tristeza


De repente o olhar vazio


O susto